AS VIRTUDES MORAIS

Você sabe o que são e como adquirir as virtudes morais?

As virtudes morais são junções dos valores que temos como ser humano

A virtudes morais são aquelas que até os pagãos podem adquirir. Elas são hábitos bons, por conta da repetição de valores.

Os hábitos bons diminuem as resistências de nossa má natureza, para agir bem diante das situações do dia a dia. Eles tornam dóceis as faculdades, as aperfeiçoam no seu exercício. Nos tornamos mais prontas para aprender os motivos que nos levam ao bem, e mais aptos para executar o bem percebido. Dá-nos prazer em exercer ações de grande simplicidade, humildade, solidão, e de bem em geral.

Foto Ilustrativa: AH86 by Getty Images

Agindo assim, permanecendo em estado de graça, ou seja, sem pecados graves, Deus nos ajuda com a graça atual, e estaremos mais dóceis a ela, nos dando a cada dia a graça de amar mais e melhor.

O que faz a graça aumentar?

As seguintes questões aumentam a graça atual:

Os sacramentos: por sua própria natureza e instituição, recebê-los faz crescer em nós, automaticamente, a graça habitual que lhes são anexas;

As boas obras nos tornam merecedores do aumento da graça, e tão maiores e melhores forem nossas disposições, maiores serão as graças recebidas;

A oração nos alcança, também, o aumento da graça e, tanto mais fervorosa for, mais aumento se alcança. Unindo-nos às orações da Igreja, convém sempre pedir o aumento da fé, da esperança e da caridade.

Esse incremento realiza-se, segundo São Tomás, não por aumento de grau ou quantidade, senão pela posse mais perfeita e ativa da virtude: é nesse sentido que as virtudes lançam raízes mais profundas em nossa alma, tornando-se mais sólidas e operante.

Os pecados veniais não nos faz perder a graça e nem o incremento sobrenatural das virtudes, mas abrem caminho para o pecado grave. Por exemplo, uma pequena intemperança, pode abrir caminho a um pecado grave que fere a castidade. Assim se rompe com a comunhão divina e se perde a graça que nos ajuda, de modo sobrenatural, a manter-nos longe do pecado e dentro do caminho das virtudes morais e infusas. Mesmo assim, não se perde as virtudes morais por completo. Elas permanecem por algum tempo, devido ao hábito adquirido. (Veja a importância das virtudes morais).

As virtudes morais, são assim denominadas, por dois motivos: o primeiro seria para distingui-la das virtudes intelectuais, que aperfeiçoam a inteligência sem interferir na vida moral. Por exemplo, a ciência e a arte. E, o segundo motivo, seria para diferenciar das virtudes teologais que tem a Deus diretamente por objeto, ao passo que, as virtudes morais têm por finalidade regular as nossas paixões. As virtudes morais se aperfeiçoam, com a ajuda da graça e do hábito; e elas são impregnadas pelas virtudes teologais, de tal modo que, tudo converge para a caridade.

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Quais são as quatro virtudes cardeais?

As virtudes morais, se forem descritas em todas as suas ramificações, são muito numerosas. Porém, todas elas são reduzidas a quatro virtudes cardeais e correspondem a todas as necessidades da alma: escolher bem os meios necessários ou úteis à consecução de nosso fim sobrenatural: a prudência; respeitar os direitos dos outros: a justiça.

Nos proteger e proteger os nossos bens dos perigos que nos ameaçam sem medo e sem violência: a fortaleza; para usarmos os bens desse mundo e seus prazeres sem ultrapassarmos a justa medida: a temperança.

Ou seja, a justiça regula nosso relacionamento com o próximo; a fortaleza e a temperança conosco mesmos; e a prudência regula as outras três virtudes. A prudência regula a inteligência; a justiça regula a vontade; a fortaleza regula o apetite irascível; e a temperança regula o apetite concupiscível.

Ao longo das próximas semanas, nos aprofundaremos nas virtudes cardeais, detalhando ao máximo os conceitos, os efeitos, o modo de adquirir cada uma, os perigos e as penas de não buscá-las e todas as demais virtudes anexas a cada delas.

Conteúdo baseado no livro COMPÊNDIO DE TEOLOGIA ASCÉTICA E MÍSTICA – Autor Adolf Tanquerey

 

 


Roger de Carvalho

Roger de Carvalho, natural de Brasília – DF, é membro da Comunidade Canção Nova desde o ano 2000. Casado com Elisangela Brene e pai de dois filhos. É estudante de Teologia e Filosofia.
Autor do blog “Ad Veritaten“.

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