💙 Canção Nova

Entenda por que a primavera é o tempo das surpresas de Deus

Na Canção Nova é assim

A primavera, conhecida como a estação das flores, traz consigo uma imagem particularmente rica para a vida espiritual. Depois dos períodos de frio e de recolhimento, a criação parece despertar: surgem novas cores, renovam-se as paisagens e a vida manifesta, de modo visível, a fecundidade escondida na terra. Para a espiritualidade da Canção Nova, essa imagem também pode iluminar a maneira como Deus conduz a história de uma comunidade.

Fotografia panorâmica de uma área da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, cercada por árvores e flores cor-de-rosa. No centro da imagem, há um prédio branco e azul com uma grande antena parabólica no telhado e uma van branca identificada como “Unidade Móvel”. Em primeiro plano, galhos floridos formam uma moldura natural sobre a cena, enquanto a luz do entardecer ilumina o ambiente. A imagem destaca a beleza da primavera, a missão de evangelização pelos meios de comunicação e o serviço da Canção Nova à comunidade.

Créditos: Rophiman Souza / cancaonova.com

Na trajetória do fundador e na história da Comunidade Canção Nova, diversos acontecimentos marcantes ocorreram durante essa estação. Mais do que uma simples coincidência cronológica, esses fatos são contemplados pela comunidade como sinais da ação providente de Deus.

As estações da natureza e os tempos da vida

A criação possui ritmos próprios. O verão, o outono, o inverno e a primavera apresentam características diferentes, às quais precisamos nos adaptar. Não se vive o inverno como se fosse verão, nem se pode exigir da terra, em todo momento, os mesmos frutos. Cada estação tem sua beleza, sua finalidade e suas exigências.

A vida humana também é feita de ciclos. Há momentos de grande atividade, períodos de espera, fases de poda, ocasiões de silêncio e tempos em que aquilo que estava escondido começa a florescer. Na perspectiva apresentada pelo vídeo, reconhecer o tempo que se vive é uma atitude de sabedoria espiritual. A pessoa que identifica sua própria estação pode acolher melhor aquilo que Deus lhe pede, sem desespero diante da provação nem presunção diante da consolação.

Na Canção Nova, esses períodos particularmente significativos são chamados de “tempos fortes”. A expressão não significa que Deus esteja ausente nos demais momentos, mas que certos acontecimentos permitem perceber com maior clareza a direção da Providência. O Senhor age sempre; contudo, em algumas fases, sua ação se torna especialmente perceptível para quem contempla a história com fé.

A primavera na história de Monsenhor Jonas Abib

A primavera e o início do verão reúnem datas decisivas na vida de Monsenhor Jonas Abib. O fundador nasceu em 21 de dezembro, foi ordenado sacerdote em 8 de dezembro, viveu seu batismo no Espírito Santo em 2 de novembro e recebeu o chamado relacionado à Comunidade Canção Nova em 27 de novembro. Seu falecimento também ocorreu em 12 de dezembro.

Fotografia em contraluz durante o pôr do sol. Em primeiro plano e em foco, galhos com flores amarelas de um ipê destacam-se contra o céu dourado. Ao fundo, levemente desfocada, ergue-se a estrutura arquitetônica do Santuário do Pai das Misericórdias com sua cruz no topo, banhada pela luz dourada do sol poente.

Créditos: Rophiman Souza / cancaonova.com

Essas datas não são apresentadas para transformar a Providência em um cálculo ou para afirmar que Deus se limite a um período do calendário. Elas são contempladas como parte de uma história concreta, na qual a graça se manifestou em acontecimentos familiares,
vocacionais e comunitários. Para a fé católica, Deus conduz a história sem abolir a liberdade humana; sua ação providente se realiza por meio de pessoas, decisões, encontros, sofrimentos e recomeços.

Os frutos da missão também floresceram na primavera

A mesma percepção é aplicada à história da Comunidade Canção Nova. O vídeo recorda diversos acontecimentos ligados à expansão de sua missão, à evangelização e ao serviço aos necessitados. Entre eles estão a inauguração do Posto Médico Padre Pio, em 23 de setembro; a inauguração da Rádio em Portugal, em 5 de outubro; a abertura das Casas Missionárias de Belo Horizonte e Queluz, em outubro; e a inauguração da Casa do Bom Samaritano, também em outubro. São lembrados ainda acontecimentos relacionados ao reconhecimento pontifício, à dedicação do Santuário do Pai das Misericórdias e à inauguração da TV Canção Nova e da Companhia de Artes e Esportes.

A chuva da primavera e a vinda do Senhor

A passagem de Oseias escolhida para concluir a reflexão é profundamente significativa. O profeta compara a vinda do Senhor à aurora e à chuva da primavera, aquela que irriga a terra e prepara a colheita. A imagem bíblica não fala de uma emoção passageira, mas de uma visita de Deus que restaura, fecunda e conduz à vida.

A primavera espiritual pode surgir depois de um tempo difícil, mas não depende de a vida estar livre de problemas. Às vezes, Deus faz  florescer a esperança no meio do deserto; outras vezes, concede a graça de atravessar o deserto com perseverança. O essencial é não
perder a confiança de que o Senhor continua presente e trabalhando, mesmo quando ainda não vemos os frutos.

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Abandonar-se nas mãos da Providência

O convite é claro: viver essa realidade como a Canção Nova procura vivê-la, abandonada nas mãos da Providência Divina. Esse abandono não é acomodação, fatalismo ou desistência da responsabilidade. É a confiança filial de quem procura cumprir Abandonar-se à Providência é continuar semeando quando ainda não há flores. É servir mesmo quando não se recebe reconhecimento. É aceitar que algumas podas são necessárias para que a vida produza frutos mais abundantes. É discernir, na oração e na comunhão com a Igreja, o que Deus deseja realizar em cada etapa.

Qual é a nossa estação espiritual?

A mensagem da primavera pode ser aplicada à vida cotidiana. Talvez alguém esteja vivendo um inverno de provação, uma fase de silêncio ou uma experiência de aparente esterilidade. Talvez outro esteja recebendo novas responsabilidades, vocações e oportunidades de
serviço. Há ainda quem esteja no tempo da colheita, chamado a agradecer, partilhar os frutos e preparar novas sementes.

A pergunta decisiva não é apenas “o que está acontecendo comigo?”, mas “como Deus me chama a viver este momento?”. Em qualquer estação, o Senhor permanece fiel. No inverno, Ele sustenta; no outono, ensina a desprender-se; no verão, pede perseverança; na
primavera, convida a acolher com alegria aquilo que começa a nascer.

A história recordada pelo vídeo aponta para essa esperança. As surpresas de Deus não precisam ser espetaculares para serem verdadeiras. Podem aparecer em uma conversão, em uma reconciliação, em um chamado, em uma obra de caridade, em uma nova missão ou na força silenciosa para recomeçar. Quando a pessoa se abandona nas mãos do Senhor, aprende a reconhecer que a graça já estava atuando antes mesmo de os primeiros sinais aparecerem.

A primavera, para a Canção Nova, tornou-se uma imagem dos tempos fortes da Providência: um período em que muitos acontecimentos decisivos da vida de Monsenhor Jonas Abib e da comunidade parecem formar um testemunho de fecundidade, missão e confiança. A natureza oferece a metáfora; a história oferece os sinais; a fé permite reconhecer, por trás de tudo, o cuidado de Deus.

Que esta reflexão nos ajude a contemplar a própria vida com olhos renovados. Se existe uma semente escondida, cuidemos dela com paciência. Se novos frutos começam a surgir, recebamo-los com humildade e na ação de graças. A promessa permanece: Deus vem como a chuva da primavera que irriga a terra. Por isso, mesmo depois de noites longas, o cristão pode esperar com confiança. Nas mãos da Providência, cada novo tempo pode tornar-se ocasião de graça, serviço e florescimento espiritual.

O vídeo apresentado por Patrícia Mendes recorda um ensinamento associado a Monsenhor Jonas Abib: “A primavera é o tempo das surpresas de Deus”.

📼 Assista:

 

Transcrito e adaptado por Rophiman Souza

 

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