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Jovem testemunha a cura na sua saúde

Luana sofria com diversos problemas de saúde antes de se encontrar com Deus no PHN

Jovem testemunha a cura na sua saúde

Luana de Oliveira. Foto: Arquivo Pessoal

Quando eu era pequena, sempre tinha problemas de saúde. Eu ia a todos os médicos, mas nada de errado constava nos exames. Em 2004, meu irmão foi assassinado, repentinamente, ao voltar de uma festa. Sou a irmã mais nova e a única mulher entre cinco irmãos, por isso sempre fui muito ligada a eles, e a morte do meu irmão me causou muita dor. Como eu era fraca, fui desenvolvendo um quadro de depressão.

Passaram-se alguns anos e eu comecei a tomar remédios tarja preta. Fiquei num quadro em que tentei, por algumas vezes, tirar minha vida.

Meu pai adoeceu com a morte do meu irmão. Em 2009, ele foi para uma consulta de rotina, e, por não estar bem, decidiram interná-lo. Como ele melhorou, o médico queria lhe dar alta, mas, durante a noite, tive uma sensação estranha e senti forte que meu pai não estava mais entre nós.

Durante a manhã, minha mãe foi para o hospital, pois meu pai tinha recebido alta. Ao chegar lá, ela recebeu a notícia de que ele tinha acabado de falecer. Meu mundo desabou, e também todas as esperanças de uma vida melhor. Meu pai, que sempre me incentivou a buscar Deus, tinha partido para junto d’Ele. Com isso, tive de conviver com a dor de viver, de ver meu irmão se afundando na depressão e minha mãe tentando ser forte o tempo todo, com fé, enquanto eu não tinha mais forças para nada.

Piora na saúde já frágil

Adquiri Síndrome do Pânico, e era atormentada pelo medo 24 horas por dia. Vivia dopada de medicação e tinha sono o tempo todo. Em 2014, cheguei a ponto de não comer nem dormir. Eu não vivia a vida nem tinha motivos para tentar viver. Sempre busquei Deus e sempre fui de Deus, mas aquilo era maior do que minha fé. Cheguei aos 30 kg, e não saía mais da cama, tinha crises de dores, desmaios e entrava em pânico.

Fui para Curitiba (PR) e descobri uma síndrome de intestino. Fiquei um ano em tratamento. Meu estado era grave! Eu vi que estava morrendo, mas não conseguia reagir. Nesse período, eu tomava 20 tipos de remédios por dia, e não tinha forças nem para andar sozinha, pois vomitava tudo. Minha imunidade estava muito baixa.

Quando comecei a reagir, precisava da minha mãe para me apoiar com o braço, para que não ficasse tonta nem desmaiasse. Foram meses assim, até que topei o desafio de fazer 14 km a pé até uma capela, sem me apoiar em ninguém. Fiz os 14 km, e faria mais se fosse preciso, porque, para a medicina, essa síndrome não tem cura, só controle!

Graças a Deus, fui criando forças, mas aquele vazio atormentador continuava em mim. Então, fui saciar esse vazio com o mundo. Eu ia para as festas e bebia, tomava remédios e ficava com os homens. Saía de segunda-feira a segunda-feira. As companhias eram só de “fervo”! Acabei me afastando da Igreja e estava cada vez mais no fundo do poço. Realmente, não via mais saída.

Foi então que saí do emprego. Não comia, não dormia, não me arrumava. Nem banho eu queria mais tomar! Eu me olhava no espelho e me achava ridícula! Tinha muita vergonha do meu corpo, estava me odiando, e me sentia a mulher mais feia e suja do planeta.

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Primeiro contato com Deus

Um dia, peguei emprestado um livro do padre Léo ‘Jovens Sarados’. Ele foi mexendo tanto no meu íntimo, que eu larguei o livro e me joguei aos pés de Jesus no altar da minha casa. Implorei por Sua misericórdia! Eu estava na Igreja, era católica, mas não convertida. Fiquei horas conversando com Deus, aos prantos; e quanto mais rezava, mais medo sentia.

No dia seguinte, acordei bem, mas com uma sensação diferente. Entrei no Facebook e vi algo sobre o PHN. Senti um desejo imenso de ir ao acampamento, mas deixei a ideia de lado. Do nada, uma voz muito forte ecoou dentro de mim: “Você vai para o PHN!”. Nossa! Nunca senti aquilo! A voz passou, e eu continuava sentindo que algo muito, muito bom e grande ia acontecer comigo!

À tarde, por volta das 15h, recebi um áudio dizendo o seguinte: “Irmã, você quer ir para o PHN? Temos uma vaga, e ela é sua, está tudo pago, não se preocupe com nada. Se quiser, arrume suas coisas, porque, às 6h, nós viajamos”. Meu Deus, eu não acreditava! Fui sem saber o que estava acontecendo, e, na metade do caminho, queria ir embora.

A vivência no PHN

Ao chegar lá, a primeira pregação mexeu comigo de uma forma que revirou meu coração. Já não sabia mais o que estava acontecendo, só sabia chorar. Quando recebia o sorriso das pessoas e o abraço, pensava que era falso, porque eu me via imunda. Fui, então, sentindo um amor que nunca havia sentido antes, algo sobrenatural! Eu via o quanto as pessoas eram livres no Espírito, e eu presa àquela escuridão.

Até que fui para um lugar chamado ‘Casa de Maria’. Foi uma espera imensa para entrar, mas pude partilhar com quem me acolheu coisas que nunca tive coragem de falar. Ali, eu me vi linda e acolhida da melhor forma. Passei a amar meu corpo e meu cabelo. Rezaram por mim, tive um choro desenfreado e repousei.

Quando abri meus olhos, vi luz, senti-me a pessoa mais linda e amada do planeta. A partir dali, tudo foi se transformando, cada Missa, homilia, adoração e luau era uma libertação diferente. Entrei uma pessoa morta por dentro e voltei do PHN 2017 ressuscitada.

Nem as pessoas da minha casa entendiam como eu pude mudar tanto em poucos dias. A partir dali, tudo mudou. Fui salva pela graça, desde então, vivo um PHN diário.

Hoje, sou uma filha de Nossa Senhora, fui curada da síndrome do intestino, da depressão profunda, do pânico e de todos os traumas. Desde então, minha família foi transformada, e eu nunca mais fui a mesma. Hoje, sou livre no espírito. Eu me amo e sou amada!

Luana Cláudia de Oliveira, 26 anos
Guarapuava (PR)

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