2ª parte

Testemunho: um milagre atribuído a Jesus Sacramentado

Continuação do testemunho de Gilda, um milagre eucarístico

No primeiro artigo, testemunhei o milagre eucarístico em minha vida quando estava desenganada pelos médicos. Agora, testemunho para você o que aconteceu, em 2012, quando comecei a passar mal novamente.

Eu havia feito algumas revisões naquele ano, mas, três semanas depois dos exames, comecei a passar muito mal, sensação de desmaio e muita indisposição. Voltei ao cardiologista e ele ficou assustado, pois eu estava com arritmia maligna. Tivemos de correr atrás da cura, e o primeiro procedimento médico foi entrar com anticoagulante, porque o meu sangue estava coagulando. Fui internada. Os médicos tiveram de correr contra o tempo, porque eu estava com um grau tão avançado de coagulação, que poderia ter morte súbita.

-Testemunho:-um-milagre-atribuído-a-Jesus-Sacramentado-Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Obra da misericórdia de Jesus

Foi uma correria, porque isso era em novembro, e, no dia 13 de dezembro, fui para o procedimento cirúrgico. Os médicos falaram que o problema poderia ser corrigido ou não, mas, em 2013, eu fiquei bem e já participava de corrida de rua.

Em 2014, voltei a sentir tudo de novo! Aí, tudo complicou e precisei fazer um novo procedimento, o qual durou oito horas. Eu tive seis paradas cardíacas durante o procedimento. Em seguida, fui para a UTI. A equipe médica foi conversar comigo, dizendo que, para eu ter uma vida melhor, seria necessário o implante de um marca-passo. Em um mês, fiz duas cirurgias. Louvado seja Deus, porque fiquei bem! Confiei em Deus, e os próprios médicos disseram que eu sou uma obra da misericórdia de Jesus.

Nos três últimos meses de 2015, eu passei muito mal. Ao fazer uma nova bateria de exames, os médicos chegaram à conclusão de que meu coração tinha chegado à insuficiência cardíaca elevada, por causa do exame do BNP (brain natriuretic peptide) [coleta de sangue para a dosagem da concentração de peptídeo natriurético cerebral, um marcador de função miocárdica], que deu muito alterado. Eles me chamaram e disseram que, quando o coração chega à insuficiência cardíaca, no quadro em que o meu chegou, eu só tinha um ano de vida, e não havia mais nada que a medicina pudesse fazer por mim. Isso foi no dia 22 de dezembro de 2015.

Essa notícia me abalou muito, não nego. Eu chorei muito, fiquei angustiada, mas foi um processo. O Natal foi terrível, o Ano Novo foi terrível, pois estava passando por dificuldades familiares muito grandes também. O médico me disse: “Você vai para outra equipe fazer a avaliação do marca-passo, vai para a equipe de arritmologia, para uma avaliação”. Pediram para repetir o BNP e depois voltar à consulta. Isso foi no dia 22 de dezembro.

Jesus Eucarístico

No dia 4 de fevereiro, fui pegar o resultado dos exames. Eu sempre abro meus exames, mas, naquele dia, senti o desejo, no meu coração, de não os abrir. Era uma quinta-feira, e eu não abri o resultado. Quando entrei no carro, senti um desejo muito grande de ir à igreja e prostrar-me diante de Jesus Eucarístico em adoração, e foi isso o que eu fiz.

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Cheguei na igreja e estava vazia, não havia ninguém. Eu me ajoelhei e falei assim para Jesus: “Senhor, se chegar alguém aqui, vai pensar que eu estou embriagada, mas eu não estou! Eu estou me sentindo embriagada de amor por Ti, por isso, eu Lhe apresento, Senhor, o meu milagre”. Estendi o resultado dos meus exames e falei: “Senhor, pode entrar aqui e mudar esse resultado”.

O fato é que o médico havia me dito que o BNP, quando altera, não volta, só faz aumentar. Não é como colesterol, que diminui quando você faz uma dieta. O BNP, quando altera, só faz prosseguir. Eu, então, falei para Deus: “O Senhor pode todas as coisas. O Senhor pode!” Eu apresentei meus exames a Deus: “Está aqui, Senhor, estou tocando no meu milagre”. Essa foi a minha oração.

Um milagre

Imediatamente, comecei a me lembrar de pessoas que estavam passando por dificuldades e orei por elas por mais de cinco minutos. Levantei-me e saí. Ao chegar em casa, meu marido, apavorado, perguntou-me: “E aí, o que deu?”. Eu lhe disse: “Não olhei! Quem vai olhar é o doutor Vladimir amanhã. Está aqui, não abri”.

No outro dia, quando o médico abriu o exame, ficou bobo. Eu vi o desespero dele, no dia 22 de dezembro, com aquele resultado; agora, a alegria dele com o novo, quando ele abriu e olhou que o resultado estava normal. O normal seria abaixo de 100, e o meu BNP veio para 80. A partir daí, só fui melhorando!

Hoje, eu estou bem, graças a Deus. Mais um milagre que eu atribuo a Jesus Sacramentado, nosso Deus amado.

Gilda Maria Alves de Araújo Pereira
Brasília (DF)

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