As palavras da Palavra

Qual é a missão evangelizadora que a Igreja tem para si?

A  Igreja tem a missão de propagar o Evangelho

Diz o Código de Direito Canônico que o pároco deve providenciar para que a Palavra de Deus seja integralmente anunciada a todos os que residem na paróquia, instruindo os fiéis leigos nas verdades da fé pela homilia e pela instrução catequética. É necessário que haja um esforço especial para que a mensagem do Evangelho chegue igualmente àqueles que estiverem afastados da prática da religião. Com efeito, o próprio Cristo no instruiu: “vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade” (Mc 16,15).

A Igreja Católica Apostólica Romana tem para si a missão evangelizadora. A Igreja, no entanto, não é feita de pedras nem madeira, mas sim de homens e mulheres. Aos fiéis cabe a ação de espalhar a Palavra, com fé e responsabilidade, atentos para não confundir àqueles que, por algum motivo, se afastaram da . Logo após os relatos dos evangelistas, a Bíblia nos traz o livro dos Atos dos Apóstolos, título que acompanha os escritos desde o século II, como Actus ou Acta Apostolorum do latim e Praxeis Apostolon do grego. O texto não é propriamente um relato sobre todas as ações dos apóstolos, mas uma série de relatos históricos dos primeiros momentos dos cristãos em missão, em especial, Pedro e Paulo.

Qual é a missão evangelizadora que a Igreja tem para si

Foto Ilustrativa: coldsnowtorm by Getty Images

Missão da Igreja

O primeiro capítulo em Atos dos Apóstolos nos mostra um questionamento de provação aos apóstolos. Após a ascensão do Cristo, os apóstolos ficaram ali e olhavam para o céu. Foi então que dois homens vestidos de branco apareceram e lhes questionaram: “homens da Galileia, por que vocês estão aí parados, olhando para o céu?” (At 1, 11). E quantos de nós estamos parados, olhando para o céu, esperando um milagre? A missão evangelizadora não é inerte, mas somos nós que devemos agir. Vamos refletir a mensagem.

Imagine ser testemunha viva dos atos de Jesus, escolhido, naquela época em que o Cristo andava entre nós, para viver e aprender com Ele. Toda obra de Cristo foi testemunhada por seus próprios olhos, as parábolas foram lhes explicadas em particular (Mc 4,34) e a missão foi passada ante a ascensão. Jesus subiu aos céus e você está diante do mundo, com a lição e a missão. A maioria de nós precisaria de tempo para absorver a vocação e ainda precisamos nos dias atuais. Houve, para aqueles discípulos, duas figuras que lhes despertaram o agir, como eu e você já tivemos alguém que nos inspirou o exercício da fé.

Leia mais:
.: Primeiro artigo da série – Como ser receptor e emissor da mensagem de Deus
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.: Todo cristão deve ter a Palavra de Deus gravada no coração
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Propagadores da mensagem de Jesus Cristo

Estar na presença do Cristo é vivenciar a paz e a promessa da salvação. Até mesmo Pedro quis estar nessa presença, como nos mostra a passagem que conta a transfiguração de Jesus Cristo. “Senhor, é bom ficarmos aqui” (Mt 17, 4) foi a expressão de Pedro, queria ele montar tendas e não mais voltar para a desolação mundana. E quem de nós poderá julgá-lo? Como é bom estar entre os amigos e familiares nas Missas e nos encontros paroquiais! Mas não é essa a missão. A verdadeira missão é espalhar a Palavra e, assim, devemos entender a paz que a Santa Missa nos concede como reparadora do cansaço e da desilusão de enfrentar um mundo injusto. Cheios do Espírito Santo, em comunhão com o Cristo Eucarísticos, devemos agir.

Esse é o segundo artigo da série “As palavras da Palavra”, com a singela missão de despertar nos cristãos o sentimento íntimo de tornar-se receptor e emissor da mensagem de Deus, tema específico do primeiro artigo. O ministério da palavra, a reflexão particular do texto bíblico e a reflexão por grupos de oração, serão temas dos próximos artigos. Que Deus nos acompanhe e nos ilumine. Que assim seja.

REFERÊNCIAS

BÍBLIA SAGRADA. Tradução da CNBB, 18 ed. Editora Canção Nova.

CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO. Promulgado por João Paulo II, Papa. Conferência Episcopal Portuguesa. 4. ed. Editorial Apostolado da Oração – BRAGA, 2007.


Luis Gustavo Conde

Advogado com atuação na área de Direito de Família e Direito Bancário. Tecnólogo em Gestão Empresarial. Professor de cursos técnicos-profissionalizantes. Catequista atuante na evangelização de jovens e adultos. Palestrante focado na doutrina cristã. Contato: lg.conde@icloud.com Twitter: @luisguconde

 

 

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