Imaginação e criatividade

Por que brincar é tão importante?

As brincadeiras infantis são tão importante como o cuidado da saúde

Este artigo começa com uma pergunta para os pais sobre o quanto eles valorizam e como eles enxergam as brincadeiras dos filhos. Para alguns é algo natural, porque até os animais fazem isso; para outros, uma forma de as crianças darem um tempo, enquanto cuidam de outras coisas importantes, ou ainda uma forma prazerosa de passar o tempo, que traz saudades da infância ou simplesmente uma maneira de trabalhar a imaginação.

Alguns acham até que é perda de tempo, e buscam incluir atividades que valham a pena, definindo agendas cheias de compromissos formais. Ledo engano!

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Foto Ilustrativa: Daniel Mafra/cancaonova.com

Cuidar das brincadeiras das crianças é tão importante como olhar a saúde, o ensino e as carências afetivas; é uma forma de contribuir para desenvolvimento integral do ser humano.

Parece um tema simples, mas brincar é algo muito sério e importante para as crianças formarem ligações entre o seu mundo interno e externo, desenvolver relações afetivas e sociais e aprender a viver no mundo das ideias.

Imaginação e criatividade

É uma forma de treinar as crianças para vida. Numa brincadeira de roda, a criança desenvolve seu controle motor, além de aprender a conviver com os diferentes tempos das outras crianças. A brincadeira de “pique-esconde” trabalha a frustração de conviver com a presença e ausência, e também formular conceitos abstratos. Com a brincadeira do “Chefe Mandou”, a criança aprende a respeitar ordens. Com os desenhos, trabalham a percepção do mundo externo e transformam esses conceitos em realidade. Com os jogos, trabalham a imaginação e a criatividade.

Muitas crianças estão convivendo com a obesidade, pois ficam muito tempo na internet e deixam de gastar calorias com brincadeiras que consomem energia física, as quais ajudam a emagrecer além de liberar as tensões diárias. Também perdem a oportunidade de conhecer o seu corpo e treinar não só o corpo, mas a mente para cair e levantar na vida. Observar uma criança aprender a andar é conviver com o resultado positivo da persistência.

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Espírito de equipe

Na diversão dos jogos coletivos, tais como o futebol, o vôlei e a queimada, quem está na partida não percebe, mas também trabalha o espírito de equipe, cooperação e as diferenças de habilidades. Além de conviver com a vitória e a derrota, descobre que as regras fazem parte da vida e precisam ser obedecidas para o bem comum.

Brincar de “escolinha” também ensina que ora mandamos, ora obedecemos, e que nem sempre as pessoas querem brincar da forma que queremos.

Quanto aprendizado quando se brinca de teatro! Enfrentar o palco da vida, ser o centro das atenções, liderar e relacionar-se com outros personagens diferentes, mas também ouvir e aplaudir quando os outros estão brilhando.

O “quebra-cabeça” ajuda a exercitar a percepção, a paciência e a resolver problemas que são colocados pela vida. E também quebra o tédio de ficarem presas num apartamento, em dias chuvosos e quando estão doentes.

Se você ainda tem dúvidas de que brincar é muito importante, converse com profissionais que trabalham com desenvolvimento biológico, funcional, evolutivo e emocional; então poderá descobrir o valor intrínseco das brincadeiras para a sobrevivência física, psicossocial e profissional e o futuro de seus filhos.


Ângela Abdo

Ângela Abdo é coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. Atua como curadora da Fundação Nossa Senhora da Penha e conduz workshops de planejamento estratégico e gestão de pessoas para lideranças pastorais.

Abdo é graduada em Serviço Social pela UFES e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e em Gestão Empresarial. Possui mestrado em Ciências Contábeis pela Fucape. Atua como consultora em pequenas, médias e grandes empresas do setor privado e público como assessora de qualidade e recursos humanos e como assistente social do CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador). É atual presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) do Espírito Santo e diretora, gerente e conselheira do Vitória Apart Hospital.

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