Transtorno

Causas da compulsão por comida

O comportamento de compulsão por comida é uma doença que pode atingir tanto homens quanto mulheres

Quem nunca passou dos limites na hora de comer, seja no almoço de domingo ou em aniversário de criança? Há também aquela comida favorita ou o caso de mulheres que abusam de algum alimento na TPM. O que muitos não sabem, é que, para sair da eventualidade e desenvolver um transtorno de compulsão por comida, há uma linha muito tênue que os divide.


Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com 

Comer desregradamente, sem que haja controle sobre o comportamento, deixando-se levar pela impulsividade e prazer, é uma doença que pode atingir tanto homens quanto mulheres.

Essa doença é diagnosticada pelo nome de Transtorno do Comer Compulsivo, e trata-se de episódios de comer por compulsão.

Segundo o DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais- 4ªedição), o transtorno refere-se a episódios recorrentes de ataques de comer:

Episódios de comer por compulsão

1- Comer, num breve período de tempo, uma quantidade de comida considerada maior do que a maioria das pessoas comeria;

2- Uma sensação de falta de controle durante os episódios, sentimento de que não pode parar de comer ou controlar o que está comendo;

3- Sentimento de raiva ou angústia durante ou depois da alimentação compulsiva;

4 – Diferente da bulimia, não há uma tentativa de compensar a alimentação com vômito, jejum ou excesso de exercícios.

Na esfera psíquica, o Transtorno de Comer Compulsivo pode ser acompanhado por fobia social, retraimento social, transtorno de ansiedade, transtorno de humor/irritabilidade, depressão atípica e transtorno dismórfico (distorção da imagem corporal).

Leia mais:
:: Três pontos infalíveis para o fracasso da sua dieta
:: Conheça o que são as doenças psicossomáticas
:: Minha maneira de comer influencia minha vida de oração?
:: Você sabia que a falta de perdão pode ser prejudicial à saúde?

O que pode causar uma compulsão alimentar?

A causa, normalmente, não é única, podendo ser uma combinação de diversos fatores biológicos, psicológicos e sociais. No entanto, vamos nos ater ao fator psicológico.

Quando criança, corremos um grande risco de aprender que o alimento não é apenas uma forma de alimentar o físico, mas também de alimentar o emocional.

O bebê chora de sono e a mãe o amamenta; chora por sentir alguma dor, e a mãe amamenta; chora por diversos motivos, pois essa é a forma que ele utiliza de se comunicar, e a mãe o amamenta.

Com isso, o que acontece? A criança não aprende a distinguir a forma correta de se alimentar e vincula suas reações emocionais ao alimento, tornando-se um adulto com grande predisposição a desenvolver algum transtorno alimentar.

Se estou feliz, como; se estou triste, como; se estou angustiado, como; se estou com raiva, como; estressado, como… Assim, “sacio” minha emoção com o alimento.

A queda na autoestima, o sentir-se sozinho e a alteração no humor também podem desencadear um ato de comer compulsivo, pois a pessoa encontra, no alimento, a “companhia” que tanto deseja.

No entanto, é preciso entender que se trata de uma doença que possui tratamento. Se você se reconheceu em alguns desses comportamentos, procure ajuda, não se perca em suas emoções e em sua alimentação. Promova sua saúde.

 


Aline Rodrigues

Aline Rodrigues é missionária da Comunidade Canção Nova, no modo segundo elo. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial. Possui experiência profissional tanto em atendimento clínico, quanto empresarial e docência.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.