Autoconhecimento

Você compensa suas emoções na comida?

Você saberia me dizer o que é emoção? É uma experiência subjetiva, associada ao temperamento, à personalidade e à motivação. Existe uma distinção entre as emoções e seus resultados, principalmente os comportamentos gerados e as expressões emocionais.

Nossas emoções primárias são alegria, tristeza, medo, amor e raiva. As pessoas, frequentemente, comportam-se como um resultado direto de seus estados emocionais, seja chorando, lutando, fugindo ou comendo. Emoções que, ainda criança, podem ser aprendidas ou condicionadas à alimentação. Um bebê, por exemplo, que sempre ao chorar é amamentado ou crianças que recebem como estímulo, como recompensa por um bom comportamento ou uma tarefa cumprida um alimento que agradam o paladar delas, assim, são “treinadas” a obterem esse mesmo alimento sempre que experimentarem uma dessas emoções primárias, pois aprenderam que, ao vivenciar uma forte emoção, precisam se alimentar.

Foto Ilustrativa: Kontrec by Getty Images

Existem, no entanto, alimentos que influenciam diretamente no nosso Sistema Nervoso Central (SNC) e reforçam esse estímulo externo que recebem. A cafeína, por exemplo, atua diretamente no SNC e tem a capacidade de agir na corrente sanguínea e atingir o córtex cerebral que interfere na redução do cansaço, da atenção e cognição. O resultado obtido pela cafeína, que é encontrado não só no café, mas também nos refrigerantes e alguns chás, é benéfico; porém, o uso contínuo pode causar dependência, principalmente se associado à forma de nutrir as emoções e suprir as carências.

Companheiros de nossas emoções

Há outros alimentos que também precisam de nossa vigilância, pois são verdadeiros companheiros de nossas emoções: os chocolates e açúcares. Tanto o chocolate quanto o açúcar são capazes de estimular a produção da serotonina, que proporciona uma sensação de prazer e bem-estar. Por isso, muitas vezes, tornam-se companheiros das mulheres que vivenciam a TPM (tensão pré-menstrual), porque são alívio imediato da raiva e mais agradáveis ao paladar feminino que o masculino.

Precisamos ficar atentos porque os alimentos não nos nutrem apenas física, mas emocionalmente também; por isso, é preciso saber identificar quando a fome é física ou emocional. Como a distinguir? A fome física é fisiológica, é a nossa necessidade de reabastecimento, aquela que sustenta a vida, que nos mantêm de pé, produzindo em nós a energia necessária para desenvolvermos as tarefas diárias. Já a fome emocional é aquela que não tem ligação com a sustentação da vida. Nesse caso, é aquela que nos faz comer mais e mais, apesar de já estarmos satisfeitos ou até passando mal; é aquele churrasco gostoso, o almoço de domingo, a festa boa que vamos. E, mesmo já atingindo o nosso limite físico, não somos capazes de dizer ‘não’ e continuamos a comer.

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O autoconhecimento favorece saúde

É primordial, então, o autoconhecimento, pois ele será o nosso auxílio adequado, o termômetro para não sermos reféns dos alimentos. Conhecer nossa história, nossas emoções e reações promove em nós um autodomínio e, consequentemente, uma forma mais madura e saudável de ver a vida.

Não pare em suas limitações, desnude-as e vença-as!


Aline Rodrigues

Aline Rodrigues é missionária da Comunidade Canção Nova, no modo segundo elo. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial e pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental. Possui experiência profissional tanto em atendimento clínico, quanto empresarial e docência. Autora do livro “Conversando sobre ansiedade: aprenda a vencer os seus limites”, pela Editora Canção Nova.

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