Maternidade

Os desafios de ser mãe no século XXI

Ser mãe é a vocação originária da mulher

Quando se fala dos desafios de ser mãe, logo pensa-se no mundo externo. Não obstante, os principais desafios ocorrem no próprio ciclo da vida dos filhos. A maternidade é a vocação originária da mulher, um chamado de Deus. Ele toma a iniciativa sem, contudo, tirar a liberdade humana de responder de modo positivo ou negativo.

A maternidade da mulher não limita-se ao plano biológico. É algo muito maior do que simplesmente gerar um filho para o mundo, e aquela que não pode gerar filhos pode ser mãe, exercendo a “fecundidade do coração”.

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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Primeira fase da maternidade

Na primeira fase, os pais vivenciam as alegrias da notícia da gravidez e das pequenas descobertas até o nascimento. Por outro lado, são muitos os medos e as preocupações que envolvem a gestação: a transformação física da mãe, a ansiedade da espera, as possíveis perdas, além da preocupação com o parto.

No início da vida dos filhos, principalmente nos primeiros anos, elas passam por muitas provações e dificuldades, clamam por saúde ou a melhora de alguma enfermidade. Haja resistência física para aguentar as noites mal dormidas!

Os pais são os primeiros e principais educadores de seus filhos. Um importante desafio é a participação deles na primeira infância, porque muito do que os filhos levarão como base para a vida aprendem nessa fase, principalmente, por meio dos exemplos dos pais e demais familiares.

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Meus filhos estão adolescentes, e agora?

É na adolescência que o filho se lança ao mundo. Vencer com sucesso essa etapa é um dos maiores desafios da maternidade. O que podemos fazer? Torcer por ele, orar, confiar e socorrê-lo quando necessário. Também é da responsabilidade dos pais interferirem quando algo não vai bem, sob pena de estarem negligenciando a educação. Eles são os que mais sofrem quando seus filhos adolescentes integram o grupo de vítimas da violência social ou do uso de drogas.

A fase adulta é marcada por muitas escolhas. Pesquisas revelam que as principais são: a escolha da profissão e do cônjuge. Uma boa parte dos pais interfere, sim, nas decisões dos filhos quanto aos estudos, trabalhos ou relacionamentos. Os limites de interferência não devem ser extrapolados, pois eles precisam fazer suas próprias escolhas. Mas os pais também não podem ser omissos, o equilíbrio é o desafio.

A vida profissional dos filhos

Enfim, nessa missão, as mães são desafiadas por inúmeras situações na vida dos filhos. A mãe não descansa enquanto não vê seus filhos bem orientados e realizados em todas as fases da vida.

Assim, oram para que eles tenham fé; para que busquem Deus num mundo onde a espiritualidade é renegada à última das prioridades na vida das pessoas. Elas rezam pela segurança deles ou para abandonarem algum vício, pois estão inseridos num mundo violento e de grande apelação para o uso de drogas.

Quando estão adultos, pedem a Deus que obtenham um bom trabalho ou que sejam aprovados em algum concurso, porque as chances para os jovens são cada vez menores diante de tanto desemprego. Orientam para que sejam bons alunos e saibam escolher sua profissão, conforme a vocação que Deus lhes concedeu, diante de tantos jovens que não sabem o que querem nem para onde vão.

Num mundo cada vez mais complexo e exigente com as mulheres, ser mãe continua sendo um dos maiores desafios do século XXI, pois a felicidade dos filhos é o maior anseio da maioria das mães.

 


Ângela Abdo

Ângela Abdo é coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. Atua como curadora da Fundação Nossa Senhora da Penha e conduz workshops de planejamento estratégico e gestão de pessoas para lideranças pastorais.

Abdo é graduada em Serviço Social pela UFES e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e em Gestão Empresarial. Possui mestrado em Ciências Contábeis pela Fucape. Atua como consultora em pequenas, médias e grandes empresas do setor privado e público como assessora de qualidade e recursos humanos e como assistente social do CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador). É atual presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) do Espírito Santo e diretora, gerente e conselheira do Vitória Apart Hospital.

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