Onde encontrar a verdadeira paz?
Em um mundo cada vez mais conectado e, paradoxalmente, mais ansioso, a busca pela paz interior tornou-se um anseio universal. Mas onde podemos encontrá-la? Padre Ailton, em sua reflexão sobre o Episódio da “Imitação de Cristo”, guia-nos pelos ensinamentos profundos do Capítulo do Livro, intitulado “A paz a procurar-se e o zelo em progredir“, revelando que a verdadeira serenidade não está fora, mas dentro de nós.
A discrição como escudo contra a inquietação
Tomás de Kempis nos adverte: “Muita paz podemos ter se não quisermos nos ocupar com as palavras e os atos de outros, que não dizem respeito ao nosso cuidado”. Essa frase, tão antiga quanto relevante, ressoa em nossos dias. Quantas vezes nos perdemos em fofocas, julgamentos ou preocupações com a vida alheia, desviando o foco de nossa própria jornada espiritual? Padre Ailton enfatiza que a discrição é um escudo que nos protege da inquietação desnecessária, permitindo-nos concentrar no que realmente importa: nossa relação com Deus.
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Desconectando para conectar
“Como pode permanecer em paz por longo tempo quem se intromete em cuidados alheios, busca facilidades fora e, pouco ou raramente, se recolhe dentro de si?” A pergunta de Kempis é um convite à introspecção. Em uma era dominada por telas e notificações, o recolhimento tornou-se um desafio. Padre Ailton destaca que a internet, a televisão e as redes sociais, embora ferramentas úteis, podem se tornar “ladrões da paz” quando nos mantêm constantemente voltados para o exterior. A verdadeira paz, ele nos lembra, “começa no coração”, através de uma conexão profunda com o divino.
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A chave para uma vida tranquila
“Bem-aventurados os simples, porque terão muita paz.” A simplicidade de coração é apresentada como a antítese da vaidade e da curiosidade inútil. Quem não busca complicar a vida com aparências ou informações excessivas encontra descanso em Deus. É na simplicidade que reside a capacidade de discernir o essencial do supérfluo, cultivando um espírito tranquilo e sereno.
Paz ao deitar a cabeça no travesseiro
Ao final do dia, a capacidade de deitar a cabeça no travesseiro e ter paz é, segundo o sacertode, uma das maiores riquezas que um cristão pode ter. É o estado do “milionário espiritual”, aquele que, através da discrição, do recolhimento e da simplicidade, construiu um santuário de paz em seu próprio coração. Esse é o fruto de uma vida dedicada a amar e servir a Deus, ecoando a citação de abertura do vídeo: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade, exceto amar a Deus e servir-lhe”.
Um caminho para a paz duradoura
Os ensinamentos do Capítulo da Imitação de Cristo nos oferecem um mapa para a paz duradoura. Em vez de buscar a serenidade em fatores externos, somos convidados a olhar para dentro, a cultivar a discrição, o recolhimento e a simplicidade. Que possamos, a cada dia, trilhar este caminho, encontrando em Deus a fonte inesgotável de nossa paz.
Transcrito e adaptado por Rophiman Souza






