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Mudar ou permanecer: quais escolhas tenho feito para minha vida?

Mudar não é uma tarefa fácil, pelo contrário, é muito difícil

Em algum momento da vida, você se deparou com situações em que se percebe repetindo um comportamento, mesmo este lhe causando um mal estar ou dificuldades? Parece estranho, não é mesmo? Diversas análises podem ser feitas frente a essas situações, porém, nem toda forma de repetição de comportamento é nociva. Por exemplo, quando aprendemos algo, seja um conteúdo escolar, uma forma de comportar positiva, como cuidar de nossas finanças, como realizar bem um trabalho, todos estes são comportamentos saudáveis e são aprendidos através da repetição.

Mudar ou permanecer: quais escolhas tenho feito para minha vida?

Foto ilustrativa: Andréia Britta/cancaonova.com

As dificuldades aparecem quando notamos uma sequência de comportamentos que se repetem e trazem prejuízos para nós, quando tais repetições nos fixam num passado, nos condicionam a um comportamento nocivo ou ainda nos impedem de termos mudanças em nossa vida. Existe um conceito em psicologia chamado fixação: “processo pelo qual me apego excessivamente às pessoas, ideias ou coisas, permanecendo fixado em coisas e emoções sem verificar as vantagens de tal situação” (Ribeiro, 1997).

Um organismo que se fixa e repete situações nocivas acaba por perder vitalidade, quando não tem mais a possibilidade de vivenciar outras experiências. Notar que estamos vivendo repetições pouco saudáveis é um primeiro passo para nos livrarmos delas.

Padrão de comportamento

Muitas vezes, são pensamentos limitantes que possuímos que nos levam a manter uma repetição como “jamais conseguirei um novo relacionamento“, “não consigo ser um bom aluno”, “não consigo aprender sobre este emprego novo”.

Você pode estar pensando que mudar não é fácil; e não é mesmo! Estabelecer um novo padrão de comportamento leva um tempo e exige de nós um compromisso de mudança gradativa e perseverante. Mudar é difícil, porque, muitas vezes, o comportamento estabelecido e nocivo se reforça a partir de recompensas. Veja neste exemplo: quando quebramos uma dieta e comemos demais, podemos sentir raiva, culpa ou até mesmo vergonha por ter abandonado um plano alimentar, por outro lado, há um estímulo positivo que o deixa empolgado ao comer e até mesmo satisfeito. Isso fará com que você possa achar-se merecedor daquelas comidas, e com isso sentir raiva daquelas regras alimentares, que considerará como uma obrigação.

Muitas vezes, não conseguimos nos livrar de comportamentos nocivos, por não perceber o valor que temos nem achar que merecemos algo novo e bom em nossa vida. Perceber-se, portanto, é um dos primeiros passos para que possamos permitir o novo e o positivo em nossa vida.

Reconhecer padrões negativos

Podemos, ainda, sofrer com as s experiências negativas: elas não devem servir como rótulos ou com uma espécie de “destino” daquilo que seremos eternamente. Você pode e deve vivenciar coisas boas em sua vida. Um namoro que lhe trouxe experiências negativas não deve significar que todos seus namoros serão terríveis, mas deve apontar para uma preocupação: será que eu faço escolhas afetivas parecidas? Será que eu não me sinto merecedor de um bom relacionamento ou não se sinto capaz para tanto? Muitas vezes, essas limitações estão relacionadas a uma autoimagem e autoestima negativas, que nos direcionam a um comportamento de “não merecimento”.

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As recompensas frente a um comportamento nocivo, muitas vezes, são sutis e nem sempre permitem um olhar negativo logo de cara. Reconhecer padrões negativos e que nos prejudicam é o primeiro passo para que possamos nos libertar deles e dar um novo sentido para nossa vida. Hoje, você pode dar o primeiro passo para assumir novas posturas em sua vida. Pense nisso!

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