MALDIÇÃO OU BÊNÇÃO

Cuidado com nossas palavras

Será que prestamos atenção àquilo que falamos?

Infelizmente, fomos educados e estamos acostumados a dizer palavras que se tornam verdadeiras maldições. Carregamos em nosso vocabulário palavras perigosas, que podem causar sérios danos a nossa vida física e espiritual. São Paulo, na Carta aos Gálatas, diz: “Não se iluda, de Deus não se zomba; o que alguém semeia, é isto que vai colher”.

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Muitas pessoas estão vivendo uma vida amarrada, porque estão debaixo de uma maldição. Mas o que vem a ser maldição, qual o fundamento bíblico? São Tiago vai nos dizer: “A língua, nenhum ser humano consegue domá-la, ela é um mal que não se desiste e está cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos as pessoas, feitas à imagem de Deus” (Tiago 3,8s). Maldição é proferir para nós e para os outros um mal, é maledicência.

Muitas conversões de nossas famílias estão amarradas por causa de maldições. Certas pessoas não conseguem sair dos vícios, porque foram envenenadas pela língua dos outros. É comum ouvirmos: “Você é um alcoólatra, você é um drogado, você não tem jeito”, e outros tipos de palavras que atraem o mal.

Muitas pessoas carregam problemas financeiros, mês a mês, porque maldizem o seu salário. Quantas, ao verem o dinheiro no fim do mês, dizem: “Esse salário não serve para nada, não vai dar para pagar as contas! Esse salário é muito baixo”. Outras parecem gostar de falar mal de si mesmo: “Eu não dou conta, eu não consigo, não presto! Eu sou burro, não consigo aprender nada”.

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O cristão nunca pode dizer “eu não presto”, “eu não consigo”. Ele tem de dizer como Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

O mesmo acontece com os pais, que receberam de Deus a autoridade de abençoar seus filhos, mas, infelizmente, amaldiçoam seus filhos com palavras. É comum ouvirmos algumas palavras como: “Menino burro, você não aprende as coisas, você é um imprestável! Essa criança é uma praga!”.

Muitos jovens não saem das drogas, da prostituição nem da depressão, porque não são abençoados pelos pais. Da parte dos filhos, também se perdeu o costume de pedir a bênção. Há também famílias que carregam maldições de seus antepassados, pessoas que vivem com doenças, problemas financeiros, problemas de relacionamentos e outros, porque herdaram de seus bisavós, avós e pais as maldições proferidas contra eles naquela época.

Como romper com as maldições?

São Paulo, na carta aos Gálatas, diz: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, tornando-se ele próprio um maldito em nosso favor, pois está escrito: maldito todo aquele que for suspenso no madeiro” (Gal 3,13). Jesus, na cruz, livrou-nos de toda maldição fazendo-se por nós maldito, por isso, toda libertação está em Jesus. É preciso romper com todo tipo de maldição por meio do Sangue de Jesus e do poder de Seu Nome, fazer um exame de consciência, buscar o Sacramento da Reconciliação, celebrar Missas em intenção dos nossos antepassados e de nossa família. Nós precisamos tomar cuidado com as nossas palavras.

São Pedro diz: “Abençoai, porque para isso foste chamado: para serdes herdeiros da bênção”. Somos herdeiros da bênção, e quando abençoamos, quebramos maldições.

“Todo batizado é chamado a ser uma ‘bênção’ e a abençoar” (CIC)


Daniel Machado

Daniel Machado de Assis, natural de São Bernardo do Campo-SP, é membro da Canção Nova desde 2002. Psicólogo formado pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo, também estudou filosofia pelo Instituto Canção Nova. Atualmente é coordenador do Núcleo de Psicologia Canção Nova que tem por objetivo assessorar e auxiliar a formação dos membros desta instituição.

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