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Confira os sete passos para lidar com a preocupação

As preocupações fazem parte do dia a dia das pessoas. Como evitá-las?

Você sabia que, quando perguntam às pessoas como elas estão, cerca de 40% diz que está preocupada com algo ou alguém? Portanto, quase metade da população têm pesos que carrega consigo, e a maioria tem tais preocupações quase todos os dias. O mais complicado é quando tudo isso se torna crônico, ou seja, preocupo-me o tempo todo e isso acaba por limitar a nossa capacidade de sentir satisfação pelas coisas e admirar o que é bom em nossa vida.

Uma coisa é certa: a preocupação é um dos elementos capazes de alimentar os transtornos mentais de ansiedade e depressão. Pesquisas mostram que a tal preocupação é uma das precursoras da depressão, ansiedade ou abuso de drogas.

Confira os sete passos para lidar com as preocupações

Foto Ilustrativa: STEEX by Getty Images

Dicas para vencer as preocupações

Vamos pensar, então, em sete passos possíveis para lidarmos com as preocupações?

1. Identificar as preocupações produtivas e improdutivas: geralmente, temos a sensação de que nossas preocupações vão nos enlouquecer ou que teremos dificuldade para abandoná-las. Estar preocupado não contribui para que possamos resolver um problema e, ainda por cima, nos deixa infelizes. Os sentimentos ficam confusos e, muitas vezes, vamos relutar e desistir da crença de que se preocupar é importante. Frear as preocupações não é ser irresponsável ou desleixado. Muito pelo contrário: ao alimentarmos os imaginários “e se”, “como será”, “será, será…?” não conseguimos ter o foco necessário para resolver os problemas que são reais.

2. Acatar a realidade e ter um compromisso com a mudança: quando aceitamos um fato, deixamos de ter aquela batalha contra a realidade. Ou seja, a situação está ali e não adianta brigar o tempo todo com ela. Você não quer aceitar determinados fatos ou possibilidades dos quais possa não gostar e sua preocupação é como um protesto contra a realidade. A aceitação de algo não significa que você goste ou o considere justo. A aceitação não significa que não possa fazer nada para modificar certas coisas, mas, antes que possa modificar algo, terá de aprender a aceitar que problemas reais existem. Você vai aprender também a aceitar suas limitações e que as preocupações não devem ser o centro do universo.

3. Contestar a preocupação: muitos de nós somos mestres em “prever o futuro” e nestas situações a maioria das previsões são catastróficas. Ao questionar uma preocupação, vamos pensar no que realmente a situação é, o que ela realmente representa e vamos retirando fantasmas e monstros do tipo “vou fracassar”, “não vou dar conta”, “o que vão pensar de mim”. Isso, certamente, reduzirá seu nível de ansiedade.

4. Focalizar a ameaça mais profunda: ao identificarmos as ameaças e aquilo que é real ou o que não é real, é possível que  tenhamos melhor percepção sobre as situações e sobre as nossas emoções. Isso porque aquilo que vem sempre à mente quando estamos em dificuldade, aquele pensamento que insiste em perturbar você e que ativa as crenças ao nosso respeito (ser imperfeito, ter sido abandonado ou desamparado, parecer tolo etc) precisa ser desafiado, para que deixe de existir, e como consequência, reduza seu estresse.

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5. Transformar “fracasso” em oportunidade: o que posso aprender quando passo por fracassos em minha vida? Tentamos estar preparados, prevenindo e até mesmo antecipando o fracasso, mas ele nem sempre é o fim de tudo: tire lições e experiências com ele, tenha outros comportamentos, pense de forma diferente, enfim, são muitas as chances de fazer algo diferente a partir daquilo que chamamos de fracasso.

6. Usar as emoções em vez de se preocupar com elas: muitas vezes, temos medo das emoções, pois nem sempre sabemos lidar com elas. Nem tudo é terrível, nem tudo é tão complicado assim e nem sempre há razão para ter medo de vivenciar as emoções. Use-as ao seu favor, em vez de afugentá-las. Até mesmo compreender sentimentos contraditórios devem ser reconhecidos e percebidos, e não há mal nenhum nisso.

7. Assumir o controle do tempo: quando a urgência toma conta da nossa vida, perdemos facilmente o controle das coisas. Nem sempre conseguimos avaliar o que, de fato, é urgente e nos contaminamos com aquele desespero típico da falta de controle do tempo. Pense no seguinte: “desligar a urgência, aceitar que nem tudo ficará como está, apreciar cada momento, melhorar o momento, planejar e, com isso, procurar expandir seu tempo.

Que essas reflexões possam ajudá-lo a pensar sobre como encarar suas preocupações e como ter uma nova percepção sobre as situações, retirando aquilo que possa ser improdutivo ou mesmo esteja levando você ao adoecimento desnecessário.


Elaine Ribeiro dos Santos

Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Facebook: elaine.ribeiropsicologia Twitter: @elaineribeirosp

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