REFLEXÃO

A saudade é a forma de demonstrar o quanto fomos amados

Saudade não é sinônimo de fraqueza, mas demonstração do quanto fomos amados

“Só se tem saudade do que é bom. Se chorei de saudade não foi por fraqueza, foi porque eu amei” (Trecho de música do diácono Nelsinho Corrêa).

Você já sentiu saudade? Se sua resposta é sim, aproveite, porque você tem uma grande oportunidade de descobrir um momento único na sua vida! A saudade é a expressão concreta do amor, por isso, é um fenômeno humano, pois somente o ser humano é capaz de amar.

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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Encontrar valores

A nostalgia é um sentimento que nos faz experimentar nossa capacidade de dar algo ao mundo e também receber algo dele. Ela nos possibilita colher do encontro um valor.

Quem não quer ter saudade é só não se envolver com as pessoas, não amar, não ter amizade, na verdade, não viver. O que seria impossível, porque nos tornaríamos eternamente infelizes. Uma vez que, somos seres sociais, não é possível ser uma pessoa sozinha no mundo. Portanto, quase sempre sentiremos saudade, pois estamos vivos.

Aqui, na Canção Nova, a saudade é um sentimento constante dentro de nós. Vivendo longe da família, das pessoas que deixamos, dos amigos, dos lugares, da nossa terra, do nosso povo. Isso faz com que todos os dias, diante de tantas ausências, gere as lembranças.

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Ao contrário do que muita gente poderia pensar, nós, missionários da Canção Nova, não saímos da nossa “casa” e deixamos nossos pais por falta de amor. Entretanto, muitos de nós saem chorando; outros chegam na comunidade, depois de uma longa viagem, chorando; e por vezes, passamos ainda um bom tempo chorando. As lembranças demonstram o quanto fomos amados pelos nossos familiares, sobretudo, o quanto amamos. Justamente quando a saudade “dói” na alma é que percebemos o tamanho e a profundidade do amor experienciado.

Na Canção Nova, podemos perceber o sentido da saudade. Ela pode nos fazer valorizar a nossa vocação, pois deixamos muito para trás, quando saímos de casa, sendo que, esse “muito” que deixamos é o nosso tudo. Esse sentimento pode também nos lançar, cada vez mais, para a nossa missão, responsabilizando-nos cada dia por ela.

Diante disso, podemos compreender que existem dois caminhos quando experimentamos esse tipo de expressão do amor – a saudade:

1. Podemos parar e cultivar apenas o sofrimento;
2. Ou podemos seguir em frente, olhando para a beleza que a saudade faz em nós, descobrindo que somos amados e também capazes de amar, percebendo assim, que o amor é o melhor de nós.

Não paremos na dor

Você também precisa viver bem as lembranças, não sentir pena de si mesmo. Você pode chorar, o seu coração pode doer e sentir até que não vai suportar, mas, acima de tudo, também pode perceber que a vida tem algo importante para você realizar, e há pessoas o esperando, para você amá-las. Por isso não pare na dor, vá além dela!

Descubra o que as lembranças têm feito em você e quão melhor pode ser e realizar. Se não der conta de descobrir muitas coisas, esperamos que, ao ler este artigo, você possa perceber que a saudade construiu algo em você e o fez uma pessoa um pouco melhor hoje. Já valeu a pena viver!


Diácono João Carlos e Maria Luiza

João Carlos Medeiros é membro do segundo elo Comunidade Canção Nova. Psicólogo clínico e familiar, Medeiros também é logoterapeuta, sexólogo e mestre em sexologia humana. Casado com Maria Luiza da Silva Medeiros que também é membro do segundo elo Comunidade Canção Nova, é psicóloga clínica e familiar. Ela é pós-graduada em psicoterapias cognitivas e em neuropsicologia.

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