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Existe limite para dar colo para o bebê?

Um recém-nascido acaba de chegar a um mundo que, para ele, é cheio de sensações e cores diferentes. Até pouco tempo atrás, ele se encontrava em um lugar totalmente seguro onde era bem alimentado, bem aquecido e, mais do que isso, não precisava chorar para comunicar que precisava de todas essas coisas. Por isso, o útero é o colo perfeito.

O colo é tão necessário aos humanos quanto o alimento. Estudos clínicos de universidades respeitadas, como a Harvard University, constataram que o colo é essencial para a sobrevivência e o desenvolvimento físico, psíquico e emocional das crianças, ao mesmo tempo que a falta dele pode causar distúrbios psíquicos com consequências futuras na vida do ser humano. Isso porque a espécie humana é a única que precisa dessa interação física e emocional na primeira fase da vida.

Nos primeiros momentos de vida, o bebê sequer reconhece o limite do seu próprio corpo, e será a partir do colo, do toque, que essa sensação e dimensão se formarão. Acolher, amparar e oferecer afeto a um bebê é algo quase intrínseco a qualquer ser humano, pois o bebê “convoca” quem está a sua volta.

Existe limite para dar colo para o bebê?

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

O limite do colo

O choro de um bebê está longe de ser manha. Ele é o poder de comunicação que o bebê tem. A criança chora para mostrar que está desconfortável com algo; e quando recebe colo, mostra que era disso que ele precisava. A cólica, por exemplo, pode ser lida como uma solicitação de aconchego em uma fase de imaturidade e de dificuldade de organização do próprio bebê de forma autônoma. O mesmo ocorre com adolescentes, jovens e adultos em períodos de angústia, tristeza, desesperança e dor.

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Para as mães que se preocupam com o limite do colo, ofereça-o muito. Prefira lidar com o excesso do que com a falta. O colo estrutura e, naturalmente, vai dando a noção de limite para a criança. Ao longo da vida, há uma espécie de evolução do colo, porém ele continua sendo necessário. Enquanto um bebê precisa, literalmente, dos braços de alguém, com o passar dos anos, o ser humano se sente acolhido e cuidado por meio de um abraço, uma palavra, um olhar, uma ligação. Em tempos difíceis, como o enfrentamento de uma doença, a perda de alguém próximo ou uma situação de necessidade, é por meio desse afeto que uma pessoa sente sua dor aliviada, além de se sentir segura e consciente de seus próprios limites.

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Heda Cristina Bilard

Graduada em Enfermagem pela UNIFATEA, Heda Carvalho tem especialização em Saúde Publica pela UNITAU, Obstetrícia pela UNIVAP e Administração Hospitalar pela Universidade São Camilo, áreas na qual possui vasta experiência de 10 anos. Ela trabalhou como Coordenadora na Saúde Pública de Guaratinguetá, foi Gerente de Enfermagem na Santa Casa de Lorena e Aparecida. Atualmente, é fundadora da assessoria para mães e bebês “CASULO”, sendo especialista em Educação Perinatal, Shantala, Laserterapia, Aromaterapia e Doulagem.

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