Desenvolvimento infantil

Qual a importância do estímulo para cada mês do bebê?

Cada etapa da vida apresenta seus desafios e estímulos próprios. Dão-se muito valor à vida adulta, à adolescência e à infância, mas despreza-se muito a primeira infância, que engloba aí os 12 primeiros meses. É muito comum ouvir, principalmente de mães que já têm filhos, falarem assim, diante da chegada de um bebê em casa: “Eu preciso prestar muita atenção e dar muito carinho ao mais velho, para ele não sentir a chegada do bebê. Porque, na verdade, o bebê ainda não entende o que está acontecendo”. Como já ouvi isto!

Convido você a seguinte reflexão: nascemos sem saber andar, falar, comer nem mesmo sustentar nosso corpo parado! Movimentos exigentes que são todos desenvolvidos ao mesmo tempo. Será mesmo que, nesse tempo, esse bebê é um agente passivo da vida? Posso afirmar que não, afinal, ele dá um salto em seu desenvolvimento que nós não o faremos ao longo de toda a nossa vida. Esse volume de transformação, em um curto espaço de tempo de 12 meses, não se repetirá mais.

Qual a importância do estímulo para cada mês do bebê

Foto Ilustrativa: ediebloom by GettyImages

O que os pais modernos têm oferecido para seus bebês? Uma gama de estímulos tecnológicos que mais prejudicam o desenvolvimento do bebê do que o ajudam. Já está comprovado que essa geração que consome diariamente esse tipo de informação e será uma geração com grande possibilidade de viver a demência em torno dos 60 anos. Esse excesso envelhece todo o processo cerebral, sem contar no transtorno de ansiedade que esses estímulos oferecem ainda na infância.

Como identificar e ser eficaz na construção desses estímulos?

Então, o que devemos estimular? Se os pais e cuidadores pararem de olhar por alguns instantes para suas necessidades e olhar para seu bebê, com a intenção de conhece-lo, reconhecerá qual é a necessidade daquele tempo. Como, por exemplo, o desenvolvimento da linguagem. É muito comum, pela falta de paciência dos pais e cuidadores, antecipar a fala da criança, falar e dar aquilo que ela quer, sem deixar ela se esforçar para expressar sua vontade, mesmo que essa fala ainda saia errada.

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É muito comum, nessa idade, a criança apontar o que ela quer e, assim, o adulto já oferecer. Aqui se perde a grande oportunidade de estimular a fala da criança. É tempo dela receber esse estímulo e não ficar assistindo a vídeos no YouTube. Porém, sabemos que esse trabalho de estimular a criança é trabalhoso e, por isso, muitos deixam ele. E as consequências do abandono desse estímulo é o atraso do desenvolvimento do bebê.

Pais, fica a dica:

A grande dica é: pare de olhar para o seu umbigo e faça a leitura da real necessidade do seu filho, cada criança nos diz, por meio do seu comportamento, o que ela precisa aprender naquele tempo e, nessa etapa, o desenvolvimento motor é fundamental, aprender a andar, falar, se equilibrar, comer, iniciar o desenvolvimento da coordenação motora, lidar com sua expressão, uma vez que sua comunicação inicial é por meio do choro. O bebê é um universo que não pode ser limitado a uma tela.

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Aline Rodrigues

Aline Rodrigues é missionária da Comunidade Canção Nova, no modo segundo elo. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial e pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental. Possui experiência profissional tanto em atendimento clínico, quanto empresarial e docência. Autora do livro “Conversando sobre ansiedade: aprenda a vencer os seus limites”, pela Editora Canção Nova.

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