modernidade

Vivemos uma geração dependente de suas emoções?

No deserto das emoções

Tornou-se normalidade, nos dias de hoje, a dependência de emoções. Se vamos a uma festa e não damos boas gargalhadas até alcançarmos a euforia, logo dizemos que a festa não foi boa. Se uma noiva, ao dizer o seu sim no altar não demonstrar voz trêmula e não deixa vir as lágrimas, desacreditamos de sua verdade. Se contamos a alguém sobre um novo projeto ou conquista, e este alguém não vibra conosco, sentimo-nos rejeitados.

Por que estamos sempre em busca de emoções, de sentido para nossos sentimentos? Porque somos da geração fast food, da geração 24h, da geração “faça que eu pago”.

Vivemos em uma geração dependente de suas emoções?

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Uma geração que não caminha mais em praça pública, porque é melhor uma esteira elétrica. Geração que não sente o vento no rosto, pois se acostumou com o ar-condicionado; a geração que não levanta o bumbum do sofá, porque há controle na mão

Geração BBB que, quando alguém não nos agrada, simplesmente a eliminamos. Geração que não sabe o que quer e, por isso, experimenta de tudo um pouco para ver se alcança um êxtase, nem que seja por alguns segundos. Uma geração que não dorme no silêncio e tem sempre um fone nos ouvidos com música, porque teme ouvir a voz da alma ou, quem sabe, a voz da própria consciência.

No entanto, quando uma geração corre atrás de seus sonhos, está aprendendo a viver em equipe, caminhando para ser resiliente e surpreender; adapta-se ao novo e está em constante mudança, num eterno adaptar-se, quebrando a cara, essa geração levanta e caminha.

Não quero, de maneira nenhuma, ser contrária à praticidade da vida moderna, mas a modernidade não pode nos aprisionar formando um muro para o natural da vida.

Portanto, não permita que, por falta de emoção, sua vida se torne um deserto. E mesmo que em alguns momentos o deserto venha, lembre-se de que a primavera não é a mesma se não passar pelo outono. Assim como a companhia não será a mesma após um deserto. No seu deserto, saia em busca do poço que matará sua sede e não voltará a ter novamente, porque a sede da alma nada mais é do que a inquietude de uma busca pelo o eterno que se chama amor; e a supremacia do amor chama-se Deus.

Equipe de Colunistas do Formação Portal

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