Por que eu ainda rezo?

São tantos problemas que vemos, tantas situações difíceis ao nosso redor, intenções pelas quais rezamos por anos a fio, e nada! Então, por que ainda rezo?

Eu rezo, porque acredito na vida eterna. Acredito em Deus. Acredito que Deus nos criou por amor, que infundiu em nós Sua semelhança, até o livre-arbítrio, que tanto nos atrapalha às vezes. Eu rezo, porque acredito que a vida não é só aqui nesta terra, mas que a verdadeira vida vem depois, na ressurreição, a vida eterna, no Céu. Na presença de Deus, onde não haverá mais choro, lágrimas nem dor.

Rezo, porque sei que o pecado original estragou tudo de mais belo que Deus pensou, mas também creio que esse mesmo Deus já pagou esta nossa dívida, enviando Jesus para morrer no nosso lugar, e que, sendo Ele o Deus encarnado, esse pagamento vale, e vale muito!, para todos os homens que aceitarem essa salvação; e, então, tomarão posse da dívida paga. Creio que o lugar que merecíamos pelo pecado (o inferno) não contará mais com nossa presença, mas o lugar para o qual fomos criados nos receberá de volta: o Céu.

Por que eu ainda rezo?

Foto ilustrativa: Bruno Marques/cancaonova.com

Eu ainda rezo, porque eu creio!

Creio que, por amor, fomos resgatados naquela cruz. Creio que, ressuscitado, Jesus enviou o Espírito Santo para suportarmos aqui, até que chegue nossa vez de morrer e ressuscitar. Creio no lugar que Ele foi preparar para nós e que virá uma segunda vez para resgatar e fazer novas todas as coisas, como sempre foi seu desejo para nós.

Creio que muitos ainda serão salvos e ganharão o Céu graças a essa oração que faço e que tantas pessoas pelo mundo fazem sem desistir. Creio na comunhão dos santos, uma comunhão que é sobrenatural, lógico, mas que une minha oração com a oração perdida pelo mundo afora, de cada um dos que creem também.

Creio que a força da oração não depende da força do nosso físico nem da beleza das nossas palavras, mas que, talvez, a oração mais eficaz seja aquela que fazemos quando não temos mais forças, quando dizemos a Deus: “Não sei mais como rezar por essa situação”. Talvez, a oração mais poderosa seja aquela em que oferecemos nossas dores, onde choramos escondido, onde pedimos forças para não parar de lutar.

Talvez, a oração que mais tenha poder seja aquela que eu e você fazemos quando dizemos: “Por que ainda rezo? Por que, Senhor? Para onde está indo minha oração?”. Talvez, a oração que mais vai salvar almas sejam as lágrimas que correm agora dos meus olhos e dos seus. Talvez, a mais bela oração seja aquela que fazemos por aqueles que ainda não aceitaram a salvação e seguem (in)felizes rumo à perdição eterna.

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Por que, então, ainda rezo?

Porque creio! Creio, Senhor! E, com Tua graça, quero crer até o fim. Creio, porque somos e precisamos ser fermento na massa. Creio, porque Tu me dás essa graça, e não quero a perder.

Como São Tomé, digo hoje: “Eu creio, Senhor, mas aumenta minha fé!”.

Partilho, ao final, uma jaculatória que sempre rezo em momentos muito difíceis, em que não quero desperdiçar aquele sacrifício. Convido você a rezar também: “Jesus e Maria, eu vos amo. Salvai as almas!”.

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Rosení Valdez Oliveira

Rosení Valdez Oliveira é missionária na Comunidade Canção Nova desde 1997. Ela reside na missão de Cachoeira Paulista (SP) e atua no Setor infantojuvenil com produção de conteúdo para crianças e adolescentes. Rosení também prega encontros para casais junto com seu esposo, Alexandre Oliveira. Semanalmente, o casal comanda uma live oracional no Instagram da @cancaonova. A missionária é colunista, desde 2013, do portal cancaonova.com. Também é organizadora do livro ‘#Adolescente – de quase tudo um pouco’, pela editora Canção Nova, e do DVD ‘Um lugar bem legal’, pela gravadora Canção Nova.

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