Corpo de Cristo

Comunhão: O que é e quem pode recebê-la?

O Santíssimo Sacramento não é um mero símbolo, e a comunhão não é um mero ritual de partilha

É muito comum vermos, nas Missas dominicais, a imensa maioria das pessoas entrando na fila da comunhão. Uma questão então se levanta: “Será que todas essas pessoas estão em condições de comungar?”. Afinal, Deus escreveu pelas mãos de São Paulo:

“Todo aquele que comer do Pão ou beber do Cálice do Senhor indignamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte, que cada um examine a si mesmo antes de comer deste Pão e beber deste cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo come e bebe sua própria condenação” (1Cor 11,27-29).

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

O novo Catecismo cita também o que São Justino escreveu: “A ninguém é permitido participar da Eucaristia, senão aquele que, admitindo como verdadeiros os nossos ensinamentos e tendo sido purificado pelo batismo para a remissão dos pecados e a regeneração, levar uma vida como Cristo ensinou” (CIC 1355).

Por que isso ocorre? Por que nem todos podem comungar?

O sentido da comunhão

Isso ocorre, porque o Santíssimo Sacramento não é um mero símbolo, e a comunhão não é um mero ritual de partilha. O Santíssimo Sacramento é Nosso Senhor Jesus Cristo, realmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. A palavra “comunhão”, usada como maneira de referir-se à recepção do Santíssimo Sacramento, tem um sentido muito mais pleno que o que se poderia supor. Chamamos a recepção do Santíssimo Sacramento de “comunhão”, pois é da Eucaristia, do Santíssimo Sacramento que vem a unidade da Igreja.

A Igreja, como Deus escreveu pela mão de São Paulo, é o Corpo de Cristo. Ao recebermos o Santíssimo Sacramento, que é Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, nós nos unimos mais à Igreja. “O pão que partimos não é comunhão com o Corpo de Cristo? Visto que há um só Pão, nós, embora muitos, formamos um só Corpo, nós todos que participamos do mesmo Pão” (1Cor 10,17).

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Assim, comungar não significa simplesmente receber a Hóstia consagrada, muito menos mastigar um pedacinho de pão. É Nosso Senhor que recebemos, e d’Ele nos alimentamos, para que mais nos unamos à Igreja. Não se trata de um ato sem qualquer significado; é uma ação que realmente nos transforma, é uma participação na divindade de nosso Senhor Jesus Cristo. É por isso que a Igreja manda que comunguemos de joelhos ou, ao menos, façamos um gesto de respeito, como uma genuflexão, antes de comungar. “Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue permanece em Mim e Eu nele”, disse Nosso Senhor (Jo 6,57).

Para que isso ocorra, porém, como já lemos nas citações de São Paulo e São Justino, acima, é necessário que “examinemos a nós mesmos”, para vermos se “levamos uma vida como Cristo ensinou”, se “discernimos o Corpo”. O que é o Corpo de Cristo? É a Igreja. Quem nos ensina a levar uma vida como Cristo ensinou? A Igreja. Se nós nos separarmos da Igreja, se nós não, como diz São Justino, “admitirmos como verdadeiros os ensinamentos” da Igreja, nós não poderemos comungar. Afinal, comungar é participar na Santidade de Cristo, na Santidade do Corpo de Cristo, que é a Igreja.

Receber o Santíssimo Sacramento sem estar em condições é “comer e beber a sua própria condenação”.

Formação Canção Nova

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