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Como posso restaurar as minhas forças para rezar?

Rezando!

Assim como um remédio, não tomamos porque gostamos ou sentimos vontade, e sim porque tem de tomar. Porque vai fazer bem, pois é remédio. Remédio que cura toda dor, que cura todo pranto, toda angústia, todo medo, toda ansiedade, toda insegurança, aridez, indiferença, solidão, mágoa… Que cura toda falta de perdão; todo pecado e toda fraqueza.

E, por falar em fraqueza, você não vai para a academia quando está forte, você vai fraco. Quando começa, precisa ser quase que empurrado, e sai de lá sentindo dores, mas sabe que precisa voltar; até que, um dia, você percebe que aquilo que antes era fraqueza, já não é mais. Mas exatamente como na academia, é a constância, a fidelidade e a perseverança que geram resultados na oração; e, se paramos, voltamos para a estaca zero. E, para isso, não tem remédio.

No número 2558, do Catecismo da Igreja Católica, olha que coisa linda ele nos ensina: “‘Mistério admirável da nossa fé!’. A Igreja professa-o no Símbolo dos Apóstolos (primeira parte) e celebra-o na liturgia sacramental (segunda parte), para que a vida dos fiéis seja configurada com Cristo no Espírito Santo para glória de Deus Pai (terceira parte). Este mistério exige, portanto, que os fiéis nele creiam, o celebrem e dele vivam, numa relação viva e pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Esta relação é a oração”.

Como posso restaurar as minhas forças para rezar

Foto Ilustrativa: FG Trade by Getty Images/ cancaonova.com

A oração é como conversar com um amigo

Rezar é falar com um amigo, é procurá-lo quando estou feliz para dividir as alegrias; e, quando estou triste, para dividir os infortúnios porque Ele é meu amigo! É comunhão, é querer estar com Ele, pensar n’Ele, lembrar de suas Palavras no meio do dia; é rir das situações; é chorar pelos erros que cometemos contra esse amigo; é pedir perdão, é começar de novo, é ajoelhar-se ou apenas fechar a porta do quarto.

Santa Teresinha já dizia: “Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria”.

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Rezar muito mantem a amizade com Jesus

Dom Bosco dizia sobre as visitas ao Santíssimo Sacramento: “Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o poucas vezes”. Tomo a liberdade de parafraseá-lo aqui quanto a oração: “Quereis ser muito amigo de Jesus? Reze muito”.

Mas veja, você não passa horas com um amigo falando sobre como é bom ser amigo dele ou como vai ser bom contar com ele na hora que você precisar. Claro que não! A amizade se solidifica na vida, no dia a dia, na partilha dos sonhos, dos medos, na confiança de que aquele que está comigo nas horas boas também estará comprometido comigo nas horas difíceis, ainda que não esteja presente. E o melhor: quando se trata de Jesus, Ele sempre está presente; e, se eu confio n’Ele, a partir da minha relação de amizade, ainda que seja necessário suportar a espera, saberei que Ele virá. E, enquanto Ele não vem, nos envia o auxílio do céu, a sua Graça e seu Espírito.

Então, respondendo à sua pergunta: “Como restaurar as forças para rezar?”. Só há uma resposta: “Rezando!”. A oração tem nela mesma a força restauradora, propulsora e mantenedora de que necessitamos para rezar. Ouso dizer que a oração é a força de Deus em nós. E, como somos limitados, ela é como um buraco sem fundo, ou seja, colocando terra nunca se enche e tirando-a não se esgota.

Ei, mas não faz como na academia, que você até já pagou, mas não foi. Começa agora, ou recomeça agora mesmo. Não esqueça: você tem um amigo esperando por você.

P.S.: E se vier uma tentação dizendo que você não sabe rezar, apenas eleve seu olhar para o céu e diga: “Pai…”.


Carla Picolotto

Carla Picolotto, é natural de São José das Missões-Rio Grande do Sul membro da Canção Nova desde 2009. Passou pelas missões do Rio de Janeiro- RJ, Fortaleza- CE, além de Cachoeira Paulista-SP e Lavrinhas-SP atua hoje na missão de Queluz- SP na Equipe de Formação do Discipulado, que corresponde ao segundo ano do período de Averiguação de ingresso das novas vocações à Canção Nova.

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