coragem

Se o medo é o pior inimigo do homem, o amor é seu melhor amigo

De onde vem o medo e como vencer esse inimigo tão próximo?

Somos uma geração que tem muitos medos. Segundo a Psicologia, existem medos fundamentais do ser humano: medo da solidão, do fracasso, do desprezo, do futuro, da dor, de perder a imagem e medo da morte; além de medo das mudanças e da pobreza.

Se o medo é o pior inimigo do homem, o amor é seu melhor amigo

Foto ilustrativa: Paula Dizaró/cancaonova.com

Uma criança, assim como o adulto, quando tem medo, paralisa-se ou foge. Ela paralisa diante de um mundo novo, de um futuro promissor ou esconde-se atrás dele. Esconde o que há de mais belo, também as alegrias, os talentos e a força do perdão.

Que sentimento poderoso é esse que domina nossas mentes e faz morrer nossos mais belos sonhos? Eles nos enclausuram em nossos pensamentos, fazem-nos perder as mais ricas motivações, a coragem para a vida, matando a esperança.

Onde ele nasce em nossos pensamentos? E como detê-los, se temos a sensação de que ele é mais forte que nós? Qual é a sua origem? Eu não saberia explicar como nos dominam, também seria um caso para a Psicologia. Então, como lutar contra ele, se, algumas vezes, é como o câncer, que, quanto mais se corta, mais ele se enraíza e cresce? Existe terapia contra esse inimigo?

No amor não há temor

Conheço alguém que respondeu essa pergunta. Existe um meio para combatê-lo sim! Temos como nos defender desse “ser” misterioso que tem vida e força dentro do homem.

“No amor não há temor!” O apóstolo João escreveu isso. Como descobriu essa resposta? O que sentiu quando escreveu? O que experimentou? Com que certeza? Podemos classificar alguns motivos, que, possivelmente, o levaram a experimentar essa tão grande e poderosa verdade:

– O amor é mais forte que o medo (a única força que supera o medo é o amor).
– Deus é amor. Na mesma carta, João escreve esta verdade: em Deus não há motivo de medo. Ele teve a experiência do amor forte e terno de Deus, por isso fala com tanta convicção.
– João experimentou de perto a figura, os olhares, os ensinamentos do Mestre, e como Ele se relacionava com cada pessoa.

João possivelmente tinha medos, pois foi humano como nós e, se os tinha, as lembranças do Mestre misericordioso encorajaram-no a viver a esperança e reanimar a alegria. As lembranças estavam tatuadas em sua mente e coração.

Na cruz, João sentiu, em cada palavra, em cada grito e gesto, em cada movimento do Mestre, como era possível superar o medo. Todos os medos que comentamos aqui – desprezo, dor, solidão, perda a imagem e medo da morte –, Jesus venceu, com autoridade de Mestre, cada um deles.

A experiência de amor de Jesus o contagiou e o permitiu vencer esse fantasma que tanto deprime. Talvez, o sorriso, as palavras e a lembrança do ombro inclinado no ombro daquele que mais soube amar, nesta terra, o capacitou a ter uma ótica de esperança de força e coragem.

Vencer o medo por meio do amor

Se o Mestre venceu, ele também poderia vencer, pois João viu que o Filho do Homem foi frágil como nós. Chorou, ficou decepcionado, entristeceu-se, sentiu-se só. Mas de cada situação saiu vitorioso, porque amou. João experimentou a vitória do amor.

Somos uma geração privilegiada, pois conhecemos Aquele que não teve medo de amar e foi até as últimas consequências, ultrapassando a cortina do medo. Porque temos acesso ao mais puro amor, ecoemos este grito de vitória: “Eu não vou mais temer, porque escutei que ‘no amor não há temor!'”. Não devemos lutar contra o medo, pois com ele não se luta diretamente. A única forma de vencê-lo é por meio do amor. Se o medo é o pior inimigo do homem, o amor é seu melhor amigo!

Ângela M. Chineze – Escola de Evang. Santo André

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