Valiosos conselheiros celestiais

Os Anjos da Guarda são nossos conselheiros, inspirando-nos santos e bons propósitos. Evidentemente, o fazem no interior de nossas almas, se bem que, como sabemos, terem existido almas santas que mereceram deles receber visivelmente celestiais conselhos.

Quando Santa Joana D”Arc, ainda menina, guardava seu rebanho, ouviu uma voz chamando-a: “Joana! Joana!” Quem poderia ser, naquele lugar tão deserto? Ela se viu então envolta numa luz brilhante, no meio da qual estava um anjo de traços nobres e confiantes, rodeado de outros seres angelicais que olhavam para a menina com complacência. “Joana”, disse o anjo, “seja boa e piedosa, ame a Deus e visite freqüentemente seus santuários”. E desapareceu.

Joana, inflamada de amor de Deus, fez então o voto de virgindade perpétua. O anjo lhe apareceu outras vezes para aconselhá-la, e quando a deixava, ela ficava tão triste que chorava.

A devoção de São Francisco de Assis (1182-1226) pelos anjos é descrita por São Boaventura nestes termos: “Um inseparável vínculo de amor o ligava aos anjos, a estes espíritos que ardem de um fogo maravilhoso e, com ele, chegam até Deus e inflamam as almas dos eleitos. Por devoção a eles, desde a festa da Assunção da Virgem Santíssima, jejuava por 40 dias, dedicando-se continuamente à oração. Tinha uma devoção especial por São Miguel Arcanjo”.

O desvelo de nossos Anjos da Guarda para conosco está bem explicado pelo Profeta Davi no Salmo 90: “O mal não virá sobre ti, e o flagelo não se aproximará de tua casa. Porque mandou [Deus] seus Anjos em teu auxílio, para que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te elevarão em suas mãos, para que teu pé não tropece em alguma pedra.” (S. 90, 10-12)

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