Uma história real

      Meu filho nasceu no dia 20/06/2003, às 12:42 na clínica Perinatal no Rio de Janeiro. Quando nasceu, os médicos confirmaram que tinha displasia óssea e que era incompatível com a vida. Indo para a UTI perceberam que seus pulmões eram muito pequeno e que não resistiria, mas vi que, até o último instante de vida, que todos os médicos lutaram pelo meu filho. Vi que eles se deram por inteiro pela vida dele e que aquela criança, indefesa, mas lutadora, havia conquistado todos os médicos da UTI, mesmo sem eles conhecerem a mim, minha esposa ou a história da gravidez. Percebi que em 4 horas de vida, meu filho, João Pedro, foi presença de Deus naquela UTI, pois as pessoas que estavam lá não paravam de fazer carinho nele ou de querer estar ao seu lado. Meu filho muito amou e muito foi amado.

      Quando nasceu, a primeira coisa que fiz foi batizá-lo preparando-o para ir ao céu. Percebi depois que era um santo e por isto as pessoas queriam estar ao seu lado. O médico de minha esposa falou a nós: ‘Seu filho tinha algo diferente que conquistou toda a equipe médica’, equipe esta que, por trabalharem na UTI, sempre viam crianças entrando com problema e algumas delas falecendo, mas apesar disto, não ficaram insensíveis, chorando todos pela sua morte, e, mesmo depois de sua morte, vi as enfermeiras indo a seu encontro e fazendo carinho nele. Quando fui dormir, na primeira noite, Deus me falou no sono: ‘Não olhe a morte, e sim a ressurreição’. Vi que é desta forma que devo viver cada dia de minha vida, sabendo que meu filho morreu para ressuscitar, que devo não olhar a minha morte diária para as minhas vontades e projetos, mas olhar a ressurreição que ganharei com tudo isto.

      Meu filho foi incrivelmente amado e hoje está na Glória de Deus intercedendo por mim, minha esposa e todo o mundo. Vi que Deus havia gerado o João Pedro para o Céu, percebi também que eu e você fomos criados para o
céu.

      Deus abençoe a todos.

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