Subirei ao altar de Deus

Desde o início da missa, os fiéis São convidados a participar dos ‘sagrados mistérios’, e para se tornarem menos indignos são exortados a reconhecer as próprias culpas. Conclui o sacerdote: ‘Deus onipotente e misericordioso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna’. Eis a preparação mais adequada para a celebração Eucarística prestes a se iniciar e, também seu dom antecipado ‘porque todas as vezes que celebramos… este sacrifício, cumpre-se a obra de nossa redenção’. Em todas as missas, são aplicadas aos fiéis os frutos da Oblação de Cristo: a remissão dos pecados e o dom da vida eterna iniciada já neste mundo com a vida da graça. Acima de tudo, porém o sacrifício eucarístico ‘ação de graças’, pelo que se apressa o celebrante entoar o festivo hino de louvor e agradecimento, prosseguido por todos os fiéis. Significa louvar os admiráveis dons com os quais nos cumula o Altíssimo.

À proclamação da palavra de Deus, nas leituras da missa e na viva voz do sacerdote, segue-se a oferta dos dons e a apresentação da matéria para o sacrifício: preciosos momentos de recolhimento mui propícios para associarem-se intimamente os fiéis à ação sagrada, na qual chamados a exercer seu sacerdócio santo: ‘Para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo’. Trata-se de acompanhar a oferta do pão e do vinho com a da própria vida, das próprias obras, orações, sofrimentos, cansaços, sacrifícios, propósitos, para que os assuma Cristo, em sua Oblação, e os ofereça ao Pai, ‘como holocausto vivo, santo, agradável’.

Eduardo Rocha Quintella
Freternidade S. J. da Cruz – O.C.D.S
Belo Horizonte – MG

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