Santidade no meio do mundo

Ao longe, no horizonte, o céu une-se à terra. Mas não esqueças que onde de verdade o céu e a terra se tocam é no teu coração de filho de Deus. A pregação do Beato Josemaría vinca constantemente a primazia da vida interior sobre as atividades organizativas: estas crises mundiais são crises de santos, escreveu em Caminho. E a santidade exige sempre essa compenetração de oração, trabalho e apostolado a que chama unidade de vida, que recebe o seu melhor testemunho da sua própria vida.

Estava profundamente convencido de que, para alcançar a santidade no trabalho quotidiano, é necessário o esforço por ser alma de oração, alma de profunda vida interior. Quando se vive desta forma, tudo é oração, tudo pode e deve conduzir-nos para Deus, alimentando, da manhã à noite, esta relação contínua com Ele. Todo o trabalho pode ser oração e todo o trabalho, que é oração, é apostolado.

A raiz da prodigiosa fecundidade do seu ministério reside precisamente na ardente vida interior que torna o Beato Josemaría num contemplativo no meio do mundo: uma vida interior alimentada da oração e dos sacramentos, que se manifesta no amor apaixonado pela Eucaristia, na profundidade com que vive a Santa Missa como centro e raiz da sua própria vida, na terna devoção a Nossa Senhora, a São José e aos Anjos da Guarda, na fidelidade à Igreja e ao Papa.

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