Qual o sentido da minhavida?

O Papa João Paulo II nos explica como, nessa causa missionária, está implicado o destino eterno dos homens e como ela responde ao desígnio de salvação universal de Deus. Se o destino eterno dos homens depende da causa missionária, esta é a expressão mais evidente do amor ao próximo.

A fome, a dor, a miséria, o desprezo dos direitos humanos, é nada em comparação com o sofrimento de estar privado da visão de Deus. A possibilidade da condenação eterna é a mais trágica alternativa ao destino humano.

O desígnio eterno e misericordioso de Deus é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. (Tim 2,4). Agora, diz São Paulo: “Como vão crer, se nunca ouviram? Como vão ouvir, se ninguém prega? E como vão pregar, se não são enviados?” (Rm 10, 14)

João Paulo II constata, tristemente, que “dificuldades internas e externas têm debilitado o impulso missionário da Igreja para com os não-cristãos. Este é um fato que deve preocupar a todos os cristãos. Porque na história da Igreja o impulso missionário tem sido sempre sinal de vitalidade, assim como sua diminuição foi sinal de uma crise de fé”. (Redemptoris Missio 2)

Este deve ser o critério supremo para avaliar o índice de nossa fé: a sua dimensão missionária. Este é o primeiro serviço que a Igreja deve prestar a cada homem e à humanidade inteira no mundo atual. A Redenção, por meio da cruz, tem devolvido ao homem de modo definitivo a dignidade e o sentido de sua existência no mundo. Todos os homens precisam conhecer qual é o sentido de sua vida. É a primeira exigência de sua natureza humana. Porém, saibamos que Deus oferece de modo desconhecido a todo homem a possibilidade de ser salvo ainda sem conhecer a salvação pregada por meio da Igreja; sabemos que Cristo nos envia a anunciar o evangelho a toda criatura. Está diante dos nossos olhos a extensão e a profundidade do abandono de Deus, do Seu conhecimento e da revolta até contra Ele. Coragem!

É impossível ficar de braços cruzados esperando que Deus ofereça essa graça de modo misterioso, tendo em nossas mãos a plenitude dela e da salvação de Cristo, outorgada a nós pela Igreja com toda abundância. “Ao mesmo tempo, da vivência missionária intensa, depende o desaparecimento das tensões internas e a salvação das comunidades locais, através da cooperação com a obra missionária na universalidade do mundo”. (Paulo VI)

Lembremos, por fim, que as fronteiras da missão começam para o Brasil, na Amazônia. Não primeiramente em Angola, Moçambique… Proclamemos neste mês e repitamos com entusiasmo: “Não foi dado aos homens outro nome no qual possam ser salvos, senão o Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo ”. (At 4,12)
Amém.

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