Por que (não) mentir?

Já no Paraíso Bíblico ela foi praticada e desde então a humanidade utiliza-se desse artifício: a mentira. A serpente pretendia corromper o homem, provocar a Deus, e por isso mentiu. E uma vez corrompido em sua totalidade, o Homo sapiens serve-se dela para o próprio interesse. Se por um lado mentir pode ser sinônimo de se dar bem, alcançar objetivos, fazer-se aparentemente grande e “dar um jeitinho” para realizar projetos, por outro, traz frustrações e desilusões para os que receberam a mentira e, sem dúvida, para os mentirosos. A mente humana (maravilhosa e complexa máquina), que premedita as mentiras a serem ditas e vividas é a mesma que vai “condenar” aquele que mente, já que a memória do indivíduo é o seu pior carrasco. Não se pode negar também, que o mentiroso, como todos os homens, tem em seu inconsciente e em seu coração o registro de todas as ações. Em seu interior, o senso crítico fatalmente irá “martelar” o tempo todo aquilo que está errado.

Em se tratando de crianças, alguns acham um exagero proibi-las de dizer “mentirinhas”, de omitir estripulias. O fato é que independentemente de outros dias do ano, elas têm um específico para mentir: 1º de abril. O dia da mentira. Quem diria! Dia da mentira! Momento em que os próprios pais incentivam seus filhos a mentir! A sociedade perdeu a referência do certo e do errado. A palavra pecado “assusta”, “escandaliza”, não é “pedagogicamente correta”, “pode traumatizar”, na opinião de alguns. O fato é que tudo isso propicia pessoas inseguras, frustradas, irrealizadas e sem autoconfiança que, desde a tenra idade, estão enganando aos outros e a si mesmos…

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