O que o rosto não revela...

Basta pararmos alguns minutos em uma rua movimentada, rodoviária ou qualquer ponto por onde circulam muitas pessoas e observamos rapidamente diversos tipos de comportamento, uns mais agitados, outros mais serenos, poucos com semblante alegre e muitos sérios e tensos. O que será que se passa com cada um, o que se esconde por trás daqueles rostos?

Sempre fico com esta pergunta no ar e acredito que cada vez estou mais distante da resposta. Não sou pessimista, mas preciso ser realista diante do que percebo. Nós seres humanos, nos encontramos tão envolvidos na atmosfera tecnológica e científica, somos tão condicionados a acionar botões e ver as “coisas resolvidas” , que assim vamos sendo tomados pelo individualismo e nos distanciamos dos outros criando ao nosso redor uma redoma invisível que impede de nos relacionarmos e vivermos em liberdade, como nossa alma anseia. Surge o isolamento e as relações superficiais e interesseiras que não edificam. A pessoa isolada de seus semelhantes e presa a seu próprio eu, perde o sentido de existir, o encanto pelo outros e pelas coisas belas da vida, deste modo sufoca sua capacidade de servir e amar, razão de nossa existência.

Como fruto do isolamento de si mesmo ou relações superficiais percebemos o famoso estresse, a depressão, e outros males que nem preciso citar, assim como estes já são bem conhecidos.

Mas o que fazer diante desta situação, principalmente se a vítima é você! Se você sente-se isolado, não consegue recomeçar os relacionamentos e volta-se sempre para si mesmo, acha que ninguém lhe entende e por isso sofre angústia interior? Existe saídas sim! Tomo a liberdade de apontar-lhe duas: o cultivo de relações afetivas intensas e profundas, que possam lhe ajudar a encontrar forças e sentido pra viver. “Amar é uma decisão“, dizemos sempre isso na Canção Nova e mais do que dizemos, vivemos isso! Eu mesma testemunho que cada dia preciso decidir-me a amar, se não faço isso, paro em mim mesma e não amo! E o amar nos cura, nos liberta, nos faz novas criaturas. A segunda saída e não menos importante, é o reencontro com Deus e consigo mesmo através da espiritualidade. As práticas de piedade, a participação dos sacramentos e é claro, tudo isso unido, a firme decisão de mudar. Tem coisas que só você pode fazer por você mesmo… Se der os passos Deus aí está para lhe ajudar.


Dijanira Silva

Missionária da Comunidade Canção Nova, desde 1997, Djanira reside na missão de São Paulo, onde atua nos meios de comunicação. Diariamente, apresenta programas na Rádio América CN. Às terças-feiras, está à frente do programa “De mãos unidas”, que apresenta às 21h30 na TV Canção Nova. É colunista desde 2000. Recentemente, a missionária lançou o livro “Por onde andam seus sonhos? Descubra e volte a sonhar” pela Editora Canção Nova.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.