Envolvimento

O que revela o comportamento das pessoas, se a observamos?

Basta pararmos alguns minutos em uma rua movimentada, rodoviária ou qualquer ponto por onde circulam muitas pessoas e observamos rapidamente o comportamento de algumas dessas pessoas. São diversos tipos de comportamentos: uns mais agitados, outros mais serenos, poucos com semblantes alegres, porém, muitos com semblantes sérios e tensos. O que será que se passa com cada um, o que se esconde por trás daqueles rostos?

Sempre fico com essa pergunta no ar. E acredito que, cada vez mais, estou distante da resposta. Não sou pessimista, mas preciso ser realista diante do que percebo. Nós, seres humanos, nos encontramos tão envolvidos na atmosfera tecnológica e científica; somos tão condicionados a acionar botões e ver as “coisas resolvidas” e, desse modo, somos tomados pelo individualismo e nos distanciamos dos outros. Criamos ao nosso redor uma redoma invisível que nos impede de nos relacionarmos e vivermos em liberdade assim como anseia a nossa alma. Surge, então, o isolamento, as relações superficiais e interesseiras que em nada edificam. A pessoa isolada de seus semelhantes e presa a seu próprio eu, perde o sentido de existir, o encanto pelo outro e pelas coisas belas da vida. E, assim, sufoca sua capacidade de servir e amar, razão de nossa existência.

O que revela o comportamento das pessoas se a observamos?

Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Mude o seu comportamento e decida-se pelo amor

Como fruto do isolamento de si ou relações superficiais, chega o famoso estresse, a depressão e outros males que nem preciso citar.

Mas o que fazer diante dessa situação, principalmente se a vítima for você? Você sente-se isolado, não consegue recomeçar os relacionamentos e volta-se sempre para si, acha que ninguém lhe entende e, por isso, sofre angústia interior? Saiba que existem saídas! Tomo a liberdade de apontar-lhe duas: a primeira é o cultivo de relações afetivas intensas e profundas, que possam lhe ajudar a encontrar forças e sentido para viver.

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“Amar é uma decisão”, dizemos sempre isso na Canção Nova, e mais do que dizemos, vivemos isso! Eu mesma posso testemunhar que, a cada dia que passa, decido-me a amar, se não faço isso, paro em mim mesma e não amo! E o amar nos cura, nos liberta, nos faz novas criaturas.

A segunda saída, não menos importante, é o reencontro com Deus e consigo por meio da espiritualidade, das práticas de piedade, da participação dos sacramentos e, é claro, tudo isso unido à firme decisão de mudar. Existem coisas que só você pode fazer por você mesmo. Deus está disposto a te ajudar, se você der os passos.

 


Dijanira Silva

Missionária da Comunidade Canção Nova, desde 1997, Djanira reside na missão de São Paulo, onde atua nos meios de comunicação. Diariamente, apresenta programas na Rádio América CN. Às sextas-feiras, está à frente do programa “Florescer”, que apresenta às 18h30 na TV Canção Nova. É colunista desde 2000 do portal cancaonova.com. Também é autora de livros publicados pela Editora Canção Nova.

 

 

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