Dá-me de beber

“Todo aquele que beber desta água, terá sede de novo; mas quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida inteira.” Jo 4,13-14

Uma vez que se experimentou da água “Jesus”, é natural se tornar uma fonte de água que, como Ele, jorrará para a vida inteira. Jesus, a fonte de água viva, quando se aproxima da samaritana, se coloca na condição de um necessitado, de alguém que precisa de água. Mesmo Ele sendo a fonte da água viva, fala “Dá-me de beber”.

A humildade de Jesus faz com que algo que não era comum, acontecesse: o diálogo entre uma mulher samaritana e um judeu.

Se colocou na condição de quem precisava de água e assim, fez com que aquela mulher fosse alcançada pela água viva. A sua atitude mostrou a importância de me deixar alcançar pelo outro.

Ele poderia antes de tudo se apresentar como a fonte de água viva. mas pelo contrário, como alguém que precisa Ele diz “Dá-me de beber” se fazendo assim alcançar. Daí a importância de estar atento à necessidade do outro. De muitas vezes, como Jesus, me colocar na condição de quem precisa, me fazendo um com o outro. Não há mérito nenhum em ver e experimentar Jesus, se não me deixo alcançar pelo outro.

Para aqueles que o experimentaram e, assim se tornaram como Ele uma fonte de água viva, é inadmissível não ter a sua atitude. O mundo hoje se encontra como aquela Samaritana, sedento de Deus. Sedento de algo que muitos de nós já experimentamos.

Se com atenção eu olhar a minha volta, verei que existem samaritanas e samaritanos, tão próximos que corro o risco de não percebê-los. Quem hoje é um samaritano para mim? Para quem hoje eu preciso como Jesus dizer “Dá-me de beber” e como Ele me deixar alcançar?

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