Ajoelhados...

‘Ajoelharam-se diante dele e o adoraram’. (Mt 2,11b)

Hoje o que mais chama a atenção na vida de muitos cristãos é a sua total apatia pelo que é sagrado. Já não se vêem pessoas praticando gestos de louvor, honra e glória a Deus como nossos pais o faziam antigamente.

Ao passarem por uma Igreja, faziam o sinal da cruz, paravam em frente da mesma, rapidamente, mas com profunda e simples fé, rogavam as bênçãos de Deus para si e para os seus. No interior delas, antes das Missas ou em qualquer momento que ali se entrasse, reinava a paz que provém do silêncio adorador.

O que dizer de hoje, onde entra-se na Casa de Deus, como em qualquer outro lugar, vai-se adentrando sem sequer cumprimentar Aquele que é o autor de tudo: Jesus Cristo.

É comum hoje chegar para a Missa após a proclamação do Evangelho e ainda assim se rogar no direito de participar da Mesa da Eucaristia sem ter sido alimentado da Mesa da Palavra. E o pior de tudo isso é estar alheio a tudo o que se passa no altar, com a desculpa de que toda Missa é sempre a mesma coisa.

Se não se adora Jesus em Sua casa, a Igreja, onde Sua Santíssima presença está ali, visível aos nossos olhos, então, ali onde Ele quer fazer Sua morada, no nosso coração, com muita dificuldade será adorado.

Precisamos fazer como os Reis Magos, que, não se deixando vencer pelo comodismo, se puseram a ir ao encontro do Senhor que nascia, para honrá-Lo e adorá-Lo. E mesmo não sendo num belíssimo templo, mas numa simples manjedoura, O encontraram, ajoelharam-se e prostrados O adoraram e ofereceram-lhe o que tinham. Da mesma forma Ele espera de nós, que nos ofertemos por inteiro a Ele.

Assim o fazendo, é Ele que se dá a nós por inteiro, sem reservas, porque Ele é Deus, que se fez um como nós para sermos revestidos de Sua glória e majestade, eternamente unidos a Ele, em Espírito e em verdade… em perfeita adoração.

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