A Igreja do avental

Pois é… eu sou da “Igreja do avental”! E neste mundo onde a cada “fast-food” funda-se uma franquia de igreja evangélica, eu agora proclamo: Sou da “Igreja do avental”!

Eu não sei quando este texto será publicado, mas sei que verdadeiramente
hoje, pode parecer uma reflexão atrasada demais ou adiantada demais. É uma
reflexão de Semana Santa… sabe? Aquele “feriadão” que vem depois do
carnaval, que em dia de jejum se faz bacalhoada com vinho tinto e rega-bofes
de sobremesa? Observação de meio de texto: isto só acontece em casa de quem
esqueceu quem é Jesus.

Alguém sabe o contato daquele Frei que escreveu sobre a “Fraternidade
Cósmica do Repolho Místico”? Bem… Nesta loucura do dia-a-dia, vamos
lembrar do avental. Na cerimônia do Lava-Pés em plena Quinta-feira Santa
fiquei encucado com uma coisa: Jesus colocou um avental para lavar os pés
dos discípulos e não tirou
.

Ele tirou o manto (sinal de realeza), colocou o avental (sinal de serviço) e
recolocou suas vestes. E continuou de avental!

Fui a várias traduções da Bíblia e me surpreendi com o rodapé da Bíblia de
Saint Joseph, a mais comum das bíblias americanas na sua versão de estudo:
realmente ele não retirou o avental, que em algumas traduções é toalha.

E cá entre nós: Quem é que vai pôr toalha na cintura? E tem mais: lavar os
pés é sinal de serviço, que era feito por escravos. Por isso, ao olhar o
Papa João Paulo II chego à seguinte conclusão: Ele não pedirá jamais
aposentadoria, porque, como diz o ditado brasileiro, não quer “jogar a
toalha”, “sair de campo” ou se preferir, “desvestir o avental de serviço”.

Sou mais o Papa doente, até mesmo em coma se for o caso, que muito
“intelectualóide” pseudolúcido!

EU SOU DA IGREJA DO AVENTAL!

“…levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando um avental,
cingiu-se com ele…” (João 13,4)

E não mais tirou!

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