A Bíblia brasileira!

Aprovada em 91, o projeto de uma tradução da CNBB, em função da proclamação, portanto de cunho litúrgico catequético, por ocasião da Assembléia Geral e do Congresso Eucarístico nacional , A CNBB, que completa 50 anos, lançou a tradução integral da Bíblia. Não seria porém, uma “ Bíblia litúrgica”, pois a bíblia não é propriamente um livro litúrgico, sendo que livro litúrgico é o lecionário.

Atendendo ao Concílio Vaticano II, a Bíblia da CNBB, toma por base os textos originais em hebraico e grego. Em se tratando de uma tradução com adaptações, ela segue o modelo de tradução oficial da Igreja Romana, a “nova vulgata”, tradução latina promovida pelo concílio e os recentes papas.

Com 1700 páginas, em papel de boa qualidade e formato moderno, plastificada, ou com “ziper”, traz na capa a frase: “A Bíblia dos pobres”. A obra se apresenta, portanto, como tradução de referência para a Igreja católica na Brasil, criada para ser proclamada, “para se ouvir e guardar no coração”.

Também no âmbito ecumênico, a nova Bíblia, poderá exercer uma função de referência, aliás, em vista do ecumenismo, foram incluídos dupla numeração, devido as traduções usadas na Igreja Evangélica. A tradução, respeita também o diálogo com o judaísmo, traduzindo o nome de Deus por Senhor e evitando expressões preconceituosas.

É certo, que a nova Bíblia da CNBB, não esconde seu caráter católico, mas não põe obstáculos ao diálogo com os irmãos na tradição bíblica judaica e cristã. Espera-se, que ela dê um novo impulso ao conhecimento da fé e ao aprofundamento na vida dos fiéis e da comunidade.

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