A acolhida faz a diferença

“A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído” (Augusto Cury). Quando fomos criados, saímos todos empolgados do AMOR (Deus) e partimos em direção a este mundo. Nos braços do Pai, fomos amados e tratados com todo o carinho. Nossa primeira grande decepção ocorreu na chegada. Encontramos pais carregados de marcas hereditárias negativas; e muitos de nós sequer estávamos nos planos deles para iniciar a vida naquele momento. Por inúmeras razões e situações fomos mal recebidos e maltratados desde o momento da concepção. A primeira impressão é a que fica. E a primeira refere-se à acolhida.

Se formos bem atentos nos daremos conta de que o que mais importa numa festa, curso, encontro ou casa é como somos acolhidos. Se o dono da casa ou quem nos convidou para a festa, encontro, reunião, etc., preocupa-se e se interessa por nós. Se ele está preocupado em que não fiquemos sozinhos, se pergunta em que pode nos ajudar e servir. A atenção e cuidado que recebemos é que nos faz sentir bem. Muito além do que nos oferecer algo para comer e beber.

Numa pesquisa científica sobre a importância da comunicação entre as pessoas chegou-se aos seguintes dados:
a. Para 7% delas o que importa são as palavras que são ditas;
b. Para 38% delas o importante é o tom da voz com que são ditas as palavras;
c. Para 55% delas a linguagem corporal utilizada por quem está se comunicando (acolhendo) é o mais importante.

Com isso, podemos concluir que as pessoas pouco prestam atenção ao “que” dizemos, mas em “como” dizemos e na linguagem de nosso corpo. Assim, é possível afirmar que as pessoas retornam à igreja se foram bem recebidas, tratadas e amadas. Facilmente perdoam uma linguagem errada, mas não fazem o mesmo se não se sentem bem-vindas e acolhidas.

Precisamos ser uma Igreja acolhedora. Nós somos a Igreja. As pessoas verão em nós a Igreja de Jesus. Se não gostarem de nós, será que gostarão da Igreja? A acolhida envolve primeiramente os padres, a secretaria paroquial, a livraria, a cantina, a Pastoral da Acolhida, coordenadores de pastorais e movimentos… Mas, também, você, que está lendo: ajude-nos também sendo um acolhedor.

Expresse o que você sente a respeito da acolhida da sua igreja. Dê sugestões. Acima de tudo, acolha bem os que estiverem próximos a você. Disse Jesus: “Eu era peregrino e me acolhestes”. É por Ele que acolheremos bem as pessoas.

Muito nos alegramos por aqueles que estão abraçando e se dispondo a atuar na Pastoral da Acolhida nas diversas comunidades. Aproveitemos isso dando um passo de gigante: tornemo-nos todos acolhedores, para que tenhamos UMA IGREJA ACOLHEDORA.
Isso fará a diferença.

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