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Abuso sexual: como se relacionar com pessoas que trazem essas feridas?

No vídeo de hoje, vamos entender por que pessoas que amamos podem sofrer e pagar um alto preço pela ferida que um abusador causou. Parece intrigante, não é mesmo? Mas, muitas vezes, inconscientemente, pelo trauma do abuso sexual, a mulher pode substituir o valor e a divindade do sexo por medo, dor e ansiedade.

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Como menciono no meu livro “Vencendo os traumas que nos prendem”, uma mulher ferida por algum abusador pode projetar todas essas dores no marido.

Toda vítima de abuso deveria entender que estupro não é uma forma de sexo, é uma forma de violência. Sexo é amor, é carinho. O olhar do seu marido é de amor, e ele a deseja de corpo e alma. O marido não merece não ser amado, porque alguém machucou você um dia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos uma em cada cinco mulheres já foi vítima de abuso, e mais da metade delas conhecia o agressor. Violência é traumática, mas precisamos buscar a cura de nossos traumas, pois eles podem ser o pano de fundo de comportamentos e sofrimentos atuais.

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Uma pessoa abusada pode também não conseguir perdoar a mãe, principalmente, se o abusador for o pai ou o padrasto. Pensam: “Como minha mãe não descobriu? Como ela não desconfiou? Por que ela não me protegeu? Por que ela não me defendeu?”. Há três tipos de mãe no caso de abuso: a mãe que, inconscientemente, pode perceber, mas nega; a mãe que nunca viu nada e não percebe, porque o abusador é manipulador, não deixando rastros; e a mãe que é conivente com os fatos.

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Adriana Potexki

Adriana Potexki é escritora e autora dos livros ‘A cura dos sentimentos em mim e no mundo’ e ‘A cura dos sentimentos nos pequeninos’. Com formação em Psicologia, ela é terapeuta certificada pelo EMDR Institute, palestrante internacional e blogueira do site ‘Sempre Família’, do Grupo GRPCom.

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