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Neste tempo de questionamentos, confie na Providência Divina

Neste tempo de pandemia, que nos traz muitas incertezas, medos, ansiedades, dúvidas, questionamentos etc., é natural nos depararmos com momentos de “isolamento pessoal”, ou seja, aquele momento em que, sozinhos, ficamos pensando na situação atual e em como será o futuro:

● É melhor ficar em casa ou é melhor sair para trabalhar?
● Se eu ficar em casa, me protejo e também protejo os outros, mas corro o risco de perder o emprego. E agora?
● Entro nas discussões das mídias sociais ou só observo e rezo com tudo isso?
● Assisto às séries, aos jornais, aos programas ou leio um livro?
● Como guloseimas ou faça exercícios?
● Vou visitar/ajudar meus pais, avós, tios e idosos ou é um alto risco?
● Os governantes estão tratando a pandemia com a política?
● Como será o mundo após pandemia? Haverá um “novo” normal?

Neste tempo de questionamentos, confie na Providência Divina

Foto ilustrativa: Arquivo CN/cancaonova.com

Existe resposta certa para tantos questionamentos?

São inúmeros os questionamentos que vem à cabeça e que podem nos deixar “maluquinhos”. Penso que não existe apenas uma resposta correta para esses questionamentos. Cada caso é um caso. A ciência ainda não chegou a uma conclusão. As políticas públicas de isolamento já se mostraram eficazes em alguns países. Porém, outros optaram por distanciamento e uso obrigatório de máscaras (tão ou melhor eficazes). Enfim, creio que não existe a verdade absoluta neste “turbilhão” de ideias, fatos e opiniões.

Como cristão católico e missionário deposito minha total confiança na Providência Divina e tento fazer minha parte. No Evangelho de São Mateus (Mt 6, 26. 28b-9), Jesus nos diz: “Olhai as aves do céu: não semeiam, nem ceifam, nem recolhem em celeiros e vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais que elas? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! Pois eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles” e em seguida (Mt 6, 34): “Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã. Pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema”.

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As palavras de Jesus não são um convite à preguiça, e sim à confiança filial no Pai. Na Palavra de Deus, encontramos vários trechos que mostram a necessidade de confiança absoluta na providência divina, mas também na necessidade de estar “a” e “em” serviço. São Paulo, em sua carta aos Tessalonicenses (2Ts 3,10b), exorta: “se alguém não quer trabalhar, também não coma”. Isto é, “viver desordenadamente, não se ocupando de nada. Mas vagueando
preocupados” (conf. 2Ts 3, 12), ou seja, temos de nos ocupar de coisas boas, não ficar parados, fazer nossa parte bem feita e confiar que Deus fará a parte d’Ele.

Movimente-se

“Ah, Hugo, mas falar é fácil. Quero ver você ficar sem emprego, ter dívidas a pagar, um parente doente e não conseguir enxergar uma luz no fim do túnel”… Meu irmão e minha irmã, já passei por situações muito difíceis (que partilharei em outro momento) e, para sair delas, mantive-me em movimento. Fica a dica: mexa-se, ocupe-se (e não
se “pré-ocupe”), faça algo (mesmo que, talvez, não faça sentido agora). Só não fique parado (mente vazia é oficina do diabo). Deus está fazendo a parte d’Ele.

Se seu carro quebrar na estrada e você ficar acenando para quem passar pela rodovia, dificilmente alguém parará para te ajudar. Mas, ao invés de ficar parado acenando, se você “arregaçar as mangas”, ir para trás do carro e empurrá-lo, muita gente vai parar para ajudar. Nos momentos difíceis, “empurre seu carro”, faça o possível e impossível. Não fique parado, esforce-se ao máximo. Logo, a ajuda chegará de alguma forma, e a solução dos problemas aparecerá.

Que Deus te abençoe!

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Hugo Moura

Hugo Yamashita de Moura, natural de São Paulo (SP), é missionário na Comunidade Canção Nova desde 2014.

Engenheiro de Produção e Sistemas (Universidade Estadual de Santa Catarina) e MBA em Gestão de Projetos (FGV-SP), Moura, atualmente, é Gerente de Compras da Associação Internacional Privada de Fiéis (AIPF-CN) e professor de Judô na Cia. de Artes (FJPII-CN).

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