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Salário, como utilizar bem essa providência?

Para usar bem o salário é preciso disciplina e muita disposição para fazer eventuais ajustes

O salário que recebemos é uma das fontes da ação da Divina Providência em nossa vida. O que quero dizer é que, Deus nos dá a graça de um trabalho como garantia da sobrevivência familiar. Por isso, é necessário aprender a usar o dinheiro que ganhamos com o suor do nosso trabalho da melhor forma possível.

O orçamento familiar não é apenas “anotar” despesas realizadas, mas é algo que envolve planejar, eleger prioridades e controlar o fluxo de caixa. Além disso, é uma ferramenta que ajuda a entender nossos hábitos de consumo. É uma oportunidade para a família refletir sobre os projetos de vida e objetivos comuns, a fim de que, todos caminhem numa única direção, possibilitando o crescimento da unidade familiar.

Salário, como utilizar bem dessa providência

Foto: Daniel Mafra / cancaonova.com

Ajustar as despesas ao salário

O salário, é também, um instrumento para aprendermos a esperar e a escolher o melhor; não de forma individual, mas coletiva, levando-nos a pensar e a buscar o melhor para toda a família. Logo, controle financeiro não é algo que apenas as famílias de classe alta precisam fazer. Essa não é uma tarefa fácil, mas não é impossível. Entretanto, exige disciplina e muita disposição para fazer eventuais ajustes, além de caderno, lápis e calculadora.

Precisamos compreender que todas as nossas escolhas – desde as menores até as maiores – decidem não só quais serão as nossas ações, mas quem estamos sendo. Essa é uma questão fundamental. A mídia promove os produtos e muitos se deixam levar por ela, exagerando nos gastos. Além da mídia, um ponto perigoso é o desejo de “status”, ou seja, o desejo de imitar os outros, de ter o mesmo que os outros. Também existem aqueles que gastam muito por fuga ou compensação, ou seja, por questões psicológicas. Outros, ainda, que querem oferecer aos filhos tudo que não tiveram na infância.

Em todos esses casos, sem disciplina, não há salário que suporte. Portanto, o primeiro passo é cada um identificar se faz compras por necessidade ou por compulsão. Entre os “sintomas” da compulsividade está a falta de organização, isto é, dificilmente você anota o que gasta com seus compromissos.

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Precisamos entender que o desejo incontrolável de gastar pode ser uma doença, mas que pode ser superada com tratamento psicológico e medicação. É fundamental, no entanto, que a pessoa reconheça que está enferma e precisa de ajuda.

A chave do sucesso do seu planejamento reside na sua capacidade de criar uma estrutura sustentável, a qual equilibre receitas e despesas e permita que você administre o inesperado e poupe.

Fazer orçamento familiar é uma questão de sobrevivência. Por isso, precisamos saber elaborá-lo.
Dinheiro


Denis Duarte

Denis Duarte é graduado em letras, especialista em Bíblia e mestre em Ciências da Religião. Professor e vice-diretor da Faculdade Canção Nova.

 

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