4º poder

A mídia como quarto poder: abuso ou serviço à sociedade?

O poder da mídia na sociedade

Em Madeline, Califórnia, o segurança demitido, Sam Baily, sentiu, na pele, o drama do desemprego vivido por 14 milhões de brasileiros atualmente. Não conformado, o ex-segurança de museu pediu uma segunda chance e não foi atendido. Revoltado, recorreu ao plano B, e queria dar um susto na chefe com a espingarda que trazia na sacola. Só que a arma disparou, acidentalmente, ferindo outro funcionário. A cena, diante de um grupo de crianças que visitava o local, pareceu uma oportunidade de audiência para um jornalista fracassado que estava por lá. Este aproveitou os contatos de uma rede em que tinha trabalhado para “vender” a pauta. Rapidamente, o episódio “virou notícia” e ganhou a atenção de todos os norte-americanos. Essa cena é do filme ‘Quarto Poder’ (Mad City), de 1997, dirigido pelo grego Costa-Gravas com a participação dos atores Dustin Hoffman e John Travolta.

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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Sensacionalismo

A obra cinematográfica ‘Quarto Poder’ evidencia um tipo de jornalismo que, faminto por audiência, promove uma espécie de espetáculo da notícia. “No espetáculo, uma parte do mundo representa-se perante o mundo, e é-lhe superior”, como afirma Guy Debord na obra “A Sociedade do Espetáculo”. Novidades da tecnologia contribuíram para o fortalecimento da imprensa e seu valor na sociedade, sendo comparada aos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo do Estado moderno.

A Igreja alerta para os perigos desse sensacionalismo e chama os jornalistas a uma postura responsável. Na Instrução Pastoral Comunhão e Progresso, o Papa Paulo VI, dizia que os jornalistas “como quem olha através duma janela aberta, assistem com interesse ao espetáculo do mundo, de modo a prescrutar os acontecimentos correntes de opinião, tendências que nele se desenrolam”.

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A vida está carregada de esperança

Na Canção Nova, levamos a sério a missão no Jornalismo. Em nosso dia a dia, pensamos sempre que, por trás da notícia, há uma pessoa, uma vida, uma história, um sofrimento, uma alegria. Recordo-me de uma conversa que tive, em 2015, com o amigo jornalista Carlos Alberto Di Franco. Ele afirmava que tratar a informação desvinculada da sua dimensão humana é matar a informação e o principal destinatário da informação, que é o ser humano. “Quando se dá uma informação, não está simplesmente falando de um produto qualquer, fala-se de alguém”, ele me dizia. A publicação de uma notícia melhora ou piora, de uma maneira correta ou não, a visão a respeito da pessoa, o que provoca uma repercussão na vida dela, no futuro, na família.

O jornalismo apresentado pela Canção Nova tem como objetivo valorizar a vida da pessoa. Tudo o que diz respeito à defesa e à valorização da vida, à informação que dignifica a vida tem tudo a ver com uma proposta de uma televisão de inspiração católica. Para o cristianismo, a vida está carregada de esperança. Esperança que não é algo poético. A vida de uma pessoa que passa por problemas ou dificuldades tem jeito. ​

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