Procrastinar

Você costuma deixar tudo para depois?

Domingão à tarde, depois de um almoço bem “diet”, com direito a feijoada, torta de nozes com bastante recheio de chocolate meio amargo e um cafezinho doce para fechar o momento “domingueira” caem bem. Melhor ainda, é dizer a mesma ladainha: “Só hoje, pois, amanhã mesmo vou à academia queimar tudo isso na esteira”. No entanto, essa promessa rola há um bom tempo e muitos domingos já foram palcos desse discurso. E a tão sonhada academia nunca recebeu a sua visita. Marcar de jantar na casa daqueles amigos do tempo de faculdade, o tão sonhado encontro, sempre fica para depois. E o jantar já mudou de cardápio várias vezes; afinal, passaram-se tantas estações desde a primeira promessa!

Sim, o hábito de deixar tudo para depois tem perseguido a vida de muitas pessoas. Este hábito tem um nome: procrastinação. Nome estranho, não? Sim, bem estranho. Mas é algo que a maioria das pessoas vivem: deixar para depois. Mas há algum mal nisso? Sim e não.

Vamos começar pelo mais fácil. Ás vezes, não há nada de mau deixar para depois uma DR (discutir relação) se essa está para acontecer em meio a uma “briga de ânimos”, quando, com certeza, não se chegará a uma resolução acertada. Então, nada mau deixar para conversar sobre aquele assunto “meio ácido” depois, quando ambas as pessoas estiverem dispostas a falar e a ouvir num bom diálogo. Às vezes, precisamos deixar para depois uma tomada de decisão que precisa ser maturada, bem refletida, bem estudada. Catar penas não é tarefa fácil; então, nessa situação, procrastinar seria muito bom! Mas esse hábito de “deixar para depois”, também pode ser um grande mal.

Você costuma deixar tudo para depois?

Foto ilustrativa: Bruno Marques/cancaonova.com

Deixar para depois nos traz consequências

Um exemplo: há dias, você tem sentido falta de ar, taquicardia e desmaios, mas simplesmente, procrastina sua ida ao médico. Isso pode lhe acarretar sérios problemas! Então, nada de deixar para mais tarde. Fui extremista no exemplo, mas podemos perceber quando a procrastinação é um mau hábito para nós, ou seja, quando constatamos um certo prejuízo em nossa vida social. Quantos relacionamentos terminam, porque a pessoa amada sempre é colocada para depois do futebol, depois do filme, depois da festa etc. Alguns sintomas como estresse, ansiedade, angústia, depressão, graves sentimentos de vergonha, culpa frente ao não “cumprimento de responsabilidades e compromissos” podem indicar que algo não vai nada bem!

A maioria das pessoas tendem a procrastinar aquilo que não lhes causa muito prazer, como a declaração do imposto de renda, a conversa com a sogra, a dívida do cartão, a dieta, a arrumação do armário. Mas é bem difícil se procrastinar na hora de tomar um sorvete em um dia ensolarado, dar um passeio no parque sábado à tarde, jogar um futebol no fim de semana, assistir a um bom filme recém-lançado no cinema.

Fica, aqui, a dica para você lutar contra a procrastinação: encontre sentido naquilo que aparentemente não lhe causa prazer, mas que, uma vez realizado, o livrará de bons desprazeres!

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Ao se determinar a fazer a declaração de imposto de renda no prazo, por exemplo, você evitará vários desconfortos. Mas caso chegue a ponto de não o declarar, você, com certeza, será chamado pela Receita Federal, a fim de dar explicações. Além disso, terá de pagar multa e fazer a declaração assim mesmo, mas dessa vez, sem procrastinação! Caso esse hábito lhe cause muito sofrimento, é interessante procurar ajuda, pois, pode ser o sintoma de algo mais sério.

Um famoso psicólogo americano, Joseph Ferrari, faz um comentário bem humorado sobre a tendência natural à procrastinação, citando que “a maioria de nós começa o dia procrastinando, quando aperta aquele botão do despertador, que permite ficarmos na cama por mais cinco minutinhos”. Ou seja, o equilíbrio sempre será um sinal de saúde!

Tamu junto!

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