diálogo e paz

Em tempos de fake news, busquemos a Verdade que liberta

O imperativo do Senhor Jesus ecoa, até hoje, nos homens de todos os tempos: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!” (Mc 16,15). Uma missão dada por Cristo, em Sua Ascensão, para que os cristãos deem continuidade com o auxílio do Espírito Santo. Em todos os momentos da história, a mensagem cristã se torna atual e é transmitida de acordo com os meios e modos próprios de cada época. Contudo, a essência é a mesma: a salvação, o encontro pessoal com Aquele que procede do Pai, que se encarnou, viveu em tudo como os homens (exceto no pecado), padeceu, foi crucificado e ressuscitou no terceiro dia. Uma Verdade absoluta, mas que as inverdades de tantas mentalidades e ideologias pretendem combater.

A mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado sempre no Domingo da Ascensão do Senhor, teve como tema “A verdade vos tornará livres”. Em especial, trata sobre o fenômeno das fake news, ou notícias falsas, e o jornalismo de paz.

Em tempos de fake news, busquemos a Verdade que liberta

Foto ilustrativa: by Getty Images/Rawf8

“Deixar-se purificar pela verdade”

Num contexto atual de disseminação das fake news, em que sua difusão pode contar com o uso manipulador das redes sociais, o Santo Padre não alerta apenas os profissionais de comunicação, mas todo o povo de Deus, para que se comprometam com a verdade. “O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade”, afirma.

Contudo, não seria uma verdade de apuração de fatos, mas tem a ver com a vida inteira, com o encontro com Aquele que é a Verdade: Jesus Cristo, o único verdadeiramente confiável e digno de confiança. Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade à medida que aprofunda o seu relacionamento com Deus, que o ama plenamente e o torna sempre mais livre.

Uma comunicação de amor que nos leva também à comunhão com os outros e, assim, não daremos espaço a notícias falsas. Comunicaremos a Verdade em nossa própria vida e a levaremos a tantos homens e mulheres, tendo como base o diálogo e a paz como verdadeira notícia.

Leia mais:
::O que rege os Direitos Humanos?
::O que a Igreja pensa sobre a guerra?
::Mídias Sociais, um ambiente digital de ajuda aos dramas da sociedade
::A nossa liberdade exige o respeito com as diferenças

A habilidade de comunicar está apoiada, sobretudo, na autenticidade de quem comunica. Jesus foi modelo, com uma comunicação simples, mas com palavras cheias de vida, de coerência e sadia intenção. Ele transfere esse poder para os discípulos. Devemos, portanto, agir segundo os princípios determinados pelo Mestre e ter uma vida inteira, digna, verdadeira e, consequentemente, livre.

Devemos saber a linguagem da comunicação de Deus. Ela vem acompanhada de certeza, e não de uma nova língua, de um novo idioma, mas um novo modo de comunicar o caminho de libertação, de ascensão e da vida nova do Reino de Deus. É uma linguagem propriamente de evangelização e de ação transformadora do mundo, que tem como base atitudes concretas e de fidelidade à fé.

Era Medieval


Gracielle Reis

Missionária da Comunidade Canção Nova, carioca, jornalista pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e bacharel em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Gracielle já atuou em coberturas jornalísticas nacionais e internacionais, especialmente na Terra Santa. A jornalista tem experiência em rádio, TV e plataformas digitais, além de projetos de evangelização nacionais para a juventude. A missionária também é membro do Grupo de Estudos na Teologia do Corpo da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Contatos:
Instagram: @graciellereiscn

comentários