reconciliação

Rompendo com os padrões de beleza

Cuidar bem do visual, procurar a roupa e o estilo adequado para cada situação, é uma virtude que pode colaborar tanto com nosso bem-estar, como para tornar o mundo mais belo a partir do compartilhamento de nossos dons. Porém, é importante considerar que a beleza é algo que Deus dá a cada pessoa com exclusividade, e por isso ninguém é igual a ninguém. Além disso, a aparência física tem sua importância, mas não pode comandar nossas escolhas, muito menos roubar nossa liberdade tornando-nos escravos dela.

O fato é que, diariamente, recebemos uma enxurrada de mensagens, diretas ou não, nos dizendo que: ou somos jovens, belos e perfeitos, ou não seremos aceitos pela sociedade. E isso tem construído uma geração de consumidores descontrolados e insatisfeitos. Descontrolados, porque investem mais do que poderiam para adquirir os produtos oferecidos; e insatisfeitos, porque jamais irão alcançam o padrão de perfeição que é apresentado. E neste caso, acredito que fazer as pazes com nossa autoimagem é um passo seguro na direção da verdadeira paz. Quando você se olha no espelho, por exemplo, deve considerar que é, antes de tudo, uma obra-prima do Criador que lhe compôs como reflexo da Sua própria beleza. Uma beleza que pode ser expressa ou ofuscada, dependendo das escolhas que você faz em cada fase da vida.

O que o padrão de beleza lhe impõe?

Uma mulher de 50 anos que se veste como uma garota de quinze, por exemplo, está dizendo, com suas escolhas, que não aceita a idade que tem, e provavelmente terá menos motivos para ser grata, porque seu tempo e sua energia estarão voltados para o rejuvenescimento. Assim como uma moça muito jovem que deseja parecer madura pode, por exemplo, escolher vestir roupas formais e usar uma maquiagem marcante que lhe darão uma aparência de mais madura. Poderia citar muitos exemplos, mas o fato é que, conscientes ou não, dizemos mais de nós mesmo do que imaginamos através do nosso visual, que inclui, além da vestimenta, a forma como nos apresentamos e até mesmo a postura do nosso corpo e o tom de nossa voz. E a questão não é falar com o visual, e sim a desordem interior que acaba refletindo-se em nossas escolhas.

Recentemente, foi publicada uma pesquisa revelando que 67% das jovens não se sentem bem com seu próprio corpo, e o mesmo estudo afirma que 60% das garotas têm como padrão de beleza as mulheres magras e altas que aparecem nos meios de comunicação. O problema é que sem fazer as pazes com a autoimagem, essas jovens tendem a viver infelizes para sempre, pois mesmo que em alguns aspectos se assemelhem com o padrão de beleza proposto, jamais serão iguais a elas, simplesmente, porque somos pessoas únicas no mundo e nossa beleza também é.

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Decida-se por romper com os padrões

Quem sabe de onde veio, qual é seu papel aqui na terra e para onde está indo, não para no material, no físico nem na moda do momento. Vive com mais liberdade, amplia sua relação com o universo e, com certeza, tem melhor qualidade de vida. Por outro lado, quem não sabe qual é seu papel, facilmente se deixa levar por qualquer vento que sopra e nunca está satisfeito. E isso é reflexo do vazio interior e a falta de sentido que tem acometido tantas pessoas em nossos dias. Acredito que assim como na maioria das vezes o comer de forma desordenada está ligado a falta de ordem interior, o fato de buscar a beleza física como fim único, tem uma profunda ligação com o vazio existencial.

Não podemos nos esquecer de que o ser humano é muito mais que um corpo físico, é uma obra-prima de Deus, tem uma alma, tem razão, emoções e tem um coração que pulsa forte e está sempre cheio de beleza pedindo para ser apreciada.

Por tudo isso, eu me decido a romper com os padrões de beleza e amar a realidade que está impregnada em mim: sou pequena, Deus é grande! Sou limitada, Deus é perfeito! Eu quero recomeçar, Ele permite e me ensina como! Sou o que sou diante de Deus, e não o que querem que eu seja, nem o que penso que sou. E que consolo saber que é assim que Deus me ama!


Dijanira Silva

Missionária da Comunidade Canção Nova, desde 1997, Djanira reside na missão de São Paulo, onde atua nos meios de comunicação. Diariamente, apresenta programas na Rádio América CN. Às sextas-feiras, está à frente do programa “Florescer”, que apresenta às 18h30 na TV Canção Nova. É colunista desde 2000 do portal cancaonova.com. Também é autora de livros publicados pela Editora Canção Nova.

 

 

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