feminilidade

Uma mulher não precisa pedir nem mendigar amor

Você não precisa pedir nem mendigar amor, você merece ser amada pelo que é

Todos nós, seres humanos, almejamos amar, ser amados, e temos também a necessidade de sermos aceitos. É intrínseco ao ser humano desejar a aprovação do outro, por isso a desaprovação e a rejeição nos causam tanto sofrimento. No entanto, precisamos entender que as pessoas pensam de forma diferente e podem ter desejos opostos aos nossos, portanto, nem sempre seremos prioridade para aqueles que o são para nós.

A luta de uma mulher sábia, virtuosa e consciente deve ser a de saber lidar com suas frustrações e, por mais doloroso que isso seja, aprender a superá-las.

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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Quando uma relação a dois chega ao fim, e isso pode acontecer por inúmeros motivos, sem dúvida, o mais difícil é aceitar que a outra parte já não nutre por nós o mesmo sentimento de antes e, por inúmeras razões de foro íntimo, chega à conclusão de que não é mais ao nosso lado que deseja estar. Assim sendo, escolhe seguir sua vida por um outro caminho ou ainda ao lado de uma outra pessoa.

Rejeição

O sentimento de rejeição é sempre um dos mais dolorosos para o ser humano, pois todos queremos nos sentir aceitos e amados por aqueles a quem escolhemos amar. No entanto, não podemos nunca esquecer que amar é uma escolha, uma decisão unilateral, que fazemos sem ter garantias de que o outro fará a mesma opção por nós. Portanto, podemos “escolher amar alguém” sem sermos correspondidas por ele. Precisamos ter claro que amar não é ter posse do outro; ao contrário, amar é querer o melhor para o outro e deixá-lo livre para fazer suas escolhas. Quem ama de verdade não deseja aprisionar o ser amado.

Por essa razão, quando isso acontecer, por mais que nos doa, não devemos nos expor nem nos humilhar. O amor não acontece por pedidos ou insistência, nem por pena. Declarações de amor, para alguém que já deixou claro que não corresponde a esse sentimento, são totalmente infundadas. Não vale a pena implorar amor, é preciso respeitar a si mesma, respeitando a vontade do outro. Cuide também para não entrar num movimento de se comparar aos outros e, em tudo o que for viver, procure dar sempre o seu melhor e permita ao outro seguir seu caminho.

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Não se deixe abalar

Não deixe que isso a transforme numa mulher revoltada e de mal com a vida. Não é porque você não é amada como gostaria, que vai deixar de se amar e amar a própria vida. Olhe-se por inteiro, busque a beleza que existe no fundo de seu ser e dê vazão aos seus bons sentimentos, mantendo-se bem com si mesma, por mais que sua alma ainda sofra.

Saiba que você não é mercadoria para ser trocada! Por isso, tome posse de si mesma, do seu valor e da sua dignidade como pessoa! Erga sua cabeça e siga em frente. Tenha em mente que decepções fazem parte da vida. Se você errou, perdoe-se; se alguém errou com você, use de misericórdia e deixe de alimentar desejos de vingança em seu coração.

É muito difícil sentir-se rejeitada pela pessoa a quem se ama, no entanto, pior é ficar esperando que isso mude, ou seja, que, por alguma razão, essa pessoa volte a gostar de você novamente. Pessoas que paralisam as próprias vidas – na esperança de transformar desprezo em amor – optam por ampliar seu sofrimento. O momento é de dar a volta por cima, não para mudar a opinião do outro ou das pessoas ao seu redor; mas essencialmente para você. Portanto, desvie sua atenção para outras coisas, tome um tempo para si mesma, para rezar, para estar com seus amigos e familiares, para se envolver em um novo projeto. Acima de tudo: ame-se e liberte o ser amado!

Seguir em frente

Você não é menos nem mais do que ninguém por ter passado por uma decepção amorosa. Olhe para frente e procure afastar todos os pensamentos negativos. Você não precisa pedir nem mendigar para ser amada, você merece ser amada pelo que é. O importante é ultrapassar essa fase com autoconfiança e seguir adiante na certeza de que ser feliz é uma decisão pessoal, e isso depende só de você.

Por mais que hoje você não entenda este abandono, não fique buscando explicações que só aumentarão sua dor. Siga sua vida com Deus e esteja aberta, para que Ele a surpreenda novamente com Sua graça!

 


Judith Dipp

Formada em Psicologia, Judith foi cofundadora da Comunidade de Aliança Mãe da Ternura e voluntária num Centro de Atendimento e Aconselhamento para Mulheres ( Montgomery County Counselling and Carreer Center), em Washington, nos Estados Unidos.

Atualmente, é psicóloga da Escola Internacional Everest, do Lar Antônia e da Congregação dos Seminaristas Redentoristas, todos com sede em Curitiba (PR), cidade onde reside.

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