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Seu trabalho é um peso ou uma diversão?

Passamos, em geral, a maior parte de nosso tempo envolvidos no trabalho

É próprio da natureza humana a busca da felicidade. Tudo o que fazemos ou deixamos de fazer é, na verdade, por influência dessa busca. Até o fato de amarmos a Deus e lutarmos para permanecermos fieis aos Seus ensinamentos é porque, conscientes ou inconscientes, queremos como recompensa a felicidade. Existem várias fontes de felicidade, umas puras, outras corrompidas; nas fontes puras, uma me atrai mais: o trabalho! Diz um provérbio conhecido que “a ociosidade é mãe de todos os vícios”. E para vencer a ociosidade, temos de colocar as mãos à obra!

Seu trabalho é um peso ou uma diversão?

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Geralmente, experimentamos momentos de verdadeira felicidade e realização pessoal no trabalho que realizamos, e é bom que seja assim. Para percebermos a importância desse bem em nossa vida, basta lembrarmos dos tempos de pouco ou nenhum trabalho, quando estávamos entregues “ao vento”, sem metas a cumprir. É certo que nossos pensamentos eram improdutivos ou até nocivos. Aqueles que conviveram conosco, acabaram sofrendo por nossa causa; sem querer, éramos um peso para eles e para nós. Diz o Padre Kentenich, em um de seus escritos, que “a sociedade humana sente-se muito mais feliz, satisfeita e ao mesmo tempo útil e realizada com o excesso de trabalho do que a falta dele”.

A obra de arte, neste caso, é alternar com prudência e descontração, o trabalho e o descanso. Passamos, em geral, a maior parte de nosso tempo envolvidos no trabalho, nada melhor que fazermos as pazes com ele e encará-lo como fonte segura de felicidade e realização pessoal.

Lembro-me de um fato que vivi certa vez: Estava fazendo um Programa na Rádio Canção Nova, onde trabalho, e um padre, vindo nos visitar, ficou um tempo me observando trabalhar, sem dizer nada. Mantinha seu olhar sereno, como quem esconde uma sabedoria purificada ao longo dos anos. Quando terminei o programa que estava apresentando e pude, afinal, dar-lhe um pouco mais de atenção, ele me perguntou: “Você gosta do que faz, não é?”. Eu falei com um sorriso largo: “Sim, padre, gosto muito!”. Ao que ele retrucou: “Você não trabalha, então!”. Eu, desapontada, tentava entender, quando ele, tranquilamente, explicou-me que quem faz o que gosta não trabalha, diverte-se o tempo todo.

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Tenho compreendido que essa tal felicidade no trabalho é uma questão de harmonia amorosa. Concordo quando padre Kentenich diz: “O verdadeiro amor a Deus deve despertar, sempre mais, o nosso amor à profissão e às pessoas; e o amor ao trabalho e ao próximo, por sua vez, deve ser expressão e meio para o amor a Deus”.

Que o Senhor nos conceda a graça de amar, na medida certa, aquilo que fazemos, e fazemos tudo com amor, certos de que a recompensa vem sempre de Deus.


Dijanira Silva

Missionária da Comunidade Canção Nova, desde 1997, Djanira reside na missão de São Paulo, onde atua nos meios de comunicação. Diariamente, apresenta programas na Rádio América CN. Às sextas-feiras, está à frente do programa “Florescer”, que apresenta às 18h30 na TV Canção Nova. É colunista desde 2000 do portal cancaonova.com. Também é autora do livro “Por onde andam seus sonhos? Descubra e volte a sonhar” pela Editora Canção Nova.

 

 

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