Evolução Científica e Fé
A posição da Igreja Católica em relação à ciência e à evolução é uma questão complexa. Ao longo dos anos, a Igreja tem reconhecido a importância da ciência como uma ferramenta para compreender o mundo natural, enquanto também mantém suas crenças teológicas.
A Igreja Católica, a ciência e a teoria da Evolução
A posição da Igreja sobre a ciência e a evolução é de uma clareza absoluta: a instituição aceita o fato evolutivo sem reservas. Com uma concisão que desafia séculos de mitos sobre obscurantismo, recordamos que quem descobriu o início do universo, o Big Bang, foi o Padre Georges Lemaître, doutor em astrofísica e interlocutor de Einstein.
Em uma síntese tão apertada quanto o próprio ponto de origem do cosmos, observamos que o universo possui aproximadamente 14 bilhões de anos. De Pio XII a Francisco, todos os sucessores de Pedro reafirmam que a evolução é o mecanismo pelo qual a criação se desenvolveu sob o olhar divino.
O princípio Antrópico e a condução Divina
Com uma coesão cirúrgica, entendemos que Deus é o regente que inseriu na matéria as leis fundamentais da evolução. O processo não foi fruto de um caos cego ou meramente de uma seleção natural aleatória, foi uma progressão conduzida através de um programa estabelecido pelo Criador.
Essa harmonia entre fé e biologia manifesta-se no chamado princípio antrópico. Deus guiou a matéria ao longo de eras para que, em determinado momento, a estrutura biológica estivesse apta a cumprir um propósito maior dentro do plano da existência.
A evolução do corpo
Em um parágrafo de brevidade quase mística, distinguimos a biologia da metafísica: o corpo humano evoluiu, mas a alma não. No relato do Gênesis, o “sopro da vida” simboliza a infusão da alma (do latim anima) em um corpo que a evolução preparou para tal.
Criação da Alma
A alma é uma criação direta e imediata de Deus, não um subproduto da matéria em desenvolvimento. No instante da concepção, quando ocorre a fecundação, Deus cria uma Alma Nova para aquela célula inicial. Não há depósitos de almas; cada indivíduo recebe um sopro original e inédito.
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A Defesa da Vida e a Rejeição ao Aborto
Com uma coesão absoluta, a Igreja fundamenta sua rejeição ao aborto na sacralidade desse momento inicial. Como a alma é infundida por Deus no exato momento em que a vida biológica começa, não há distinção de dignidade entre as fases da gestação.
A vida humana é protegida integralmente pela Igreja porque cada concepção representa um ato criador divino direto. Assim, a ciência da evolução e a doutrina da alma convergem para uma defesa incondicional da existência desde o seu primeiro pulsar.
Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin





