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Acídia, a recusa da alegria que vem de Deus

Entenda o que é acídia, o demônio do meio-dia

No parágrafo 2094 do Catecismo, vamos trabalhar a acídia, que é a falta de cuidado, a recusa da alegria que vem de Deus, também conhecida como preguiça espiritual, o que pode resultar até no horror ao que é divino.

Pelos monges do deserto, na patrística, a Acídia era chamada frequentemente de demônio do meio-dia. A razão é porque, ao meio-dia, é aquele momento que estamos sonolentos,  muitas vezes após comer. Durante a manhã, você está com expectativa em relação ao dia, à noite você já quer descansar. Ao meio-dia você ainda está nessa passagem, o que faz com que a acídia roube a alegria da pessoa.

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Deus manifesta Seu amor e cuidado conosco em todos os momentos

No Catecismo, quando se fala da recusa dessa alegria divina, Deus continua fazendo o bem, e a pessoa se irrita com esse gesto de amor. Como filhos de Deus, no “fogo da primeira conversão”, a pessoa quer realizar tudo, mas quando surgem as dificuldades, ela começa a se aborrecer enquanto Deus vai mostrando a ela que é bom e amoroso, mas ela vai perdendo a alegria. Ou seja, o indivíduo percebe que o Senhor manifesta seu amor por ela, mas o recusa. É como se fosse uma depressão espiritual, onde aquela pessoa sente tanta tristeza, que não consegue reconhecer o amor de Deus, mesmo sabendo que Ele existe e a ama.

O termo acídia vem do grego e significa falta de cuidado. São Tomás de Aquino dizia que isso é algo muito perigoso, pois a alegria vai sendo roubada aos poucos. Para combatê-lo, é essencial manter-se vigilante através da oração, buscando compreender sob a luz divina as verdadeiras causas desse desânimo para que Deus cure nossas feridas.

Texto transcrito por Willian Coutinho