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Humildade e amor-próprio ao encontro do equilíbrio

A humildade e o ego, um conflito aparente

Muitas pessoas confundem virtude com anulação, chegando a se perguntar se amar a si mesmo é um erro. No entanto, ser humilde não significa destruir-se ou rebaixar-se. O mandamento é claro: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Portanto, para conseguir amar o outro, você precisa, primeiro, cultivar o amor-próprio.

Esse cuidado pessoal serve como base e medida para a forma como devemos tratar o próximo no dia a dia. Compreender o que é humildade passa longe de anular-se. Uma das definições mais belas vem de Santa Teresa d’Ávila, a qual ensina que a humildade é, fundamentalmente, caminhar na verdade.

A humildade na visão dos santos

Caminhar na verdade significa olhar para si mesmo com coragem e reconhecer, com honestidade, as próprias qualidades e defeitos. Santa Catarina de Sena também aconselhava o fiel a entrar na “cela do autoconhecimento” para descobrir o seu nada e a grandeza de Deus. Esse processo não serve para diminuir o ser humano, mas para ajustá-lo ao seu real papel. Deus deseja que você cresça, desenvolva-se e aprimore cada vez mais as suas capacidades.

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A humildade na prática da multiplicação dos talentos

Devemos desenvolver os talentos que recebemos, não para alimentar o orgulho ou a vaidade, mas para servir melhor ao próximo. Quanto mais competentes formos em nossa missão, mais úteis seremos na construção do Reino de Deus. O único cuidado necessário é não se tornar um “ladrão da glória de Deus”. Reconheça que tudo o que você faz de bom é fruto de um dom divino. Ser humilde é buscar a excelência sem achar que o mérito é puramente seu, mas sim da graça de Deus.

Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin