Qual é o sentido teológico nos gestos na Missa?
Toda a liturgia da Igreja Católica é feita de sinais, palavras, músicas, imagens e objetos litúrgicos. Tudo isso existe para nos ajudar a compreender o mistério celebrado. Os gestos na Missa expressam exteriormente a nossa atitude interior diante de Deus.
Compreendendo os gestos e a postura na Missa
Ficar de pé, por exemplo, é a posição de quem está pronto e disposto. Nós nos levantamos para a proclamação do Evangelho, porque é o próprio Jesus quem fala, demonstrando prontidão para ouvir, viver e anunciar a Palavra, assim como ao recitar o Credo.
Por outro lado, a posição sentada é o momento da meditação e da escuta atenta. Sentamos durante a primeira leitura, o Salmo responsorial, a segunda leitura e na hora da homilia proferida pelo sacerdote, pois é uma postura que favorece a absorção do ensinamento.
A nossa postura corporal reflete diretamente a nossa atitude de oração e respeito diante do sagrado. Além do descanso físico necessário para o corpo, sentar nos ajuda a silenciar a mente para assimilar a mensagem. Dessa forma, a alternância dessas posturas mantém o fiel consciente e participativo em cada momento da celebração.
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O ajoelhar e a polêmica das palmas na Missa
O ajoelhar é, por excelência, a posição de adoração profunda. O Missal Romano determina expressamente que os fiéis devem se ajoelhar durante a consagração, que é o momento ápice em que o Calvário se faz presente e o pão e o vinho se tornam o Corpo e Sangue de Cristo.
Diante da presença real de Deus, a melhor atitude é a adoração de joelhos. Embora alguns locais tenham retirado os genuflexórios, a regra litúrgica permanece clara sobre a importância desse gesto sagrado na hora mais solene da celebração. Já em relação às palmas, o Missal Romano não faz nenhuma menção a elas. Como a Igreja não regula esse gesto universalmente, a competência cabe ao bispo de cada diocese decidir se permite ou não o seu uso nas paróquias locais.
Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin





