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Quaresma é tempo de tristeza?

Padre Wagner Ferreira faz uma reflexão sobre a Quaresma

Algumas pessoas se perguntam se a Quaresma é um tempo de tristeza, um tempo para “amarrar a cara”. Na verdade não! A fé cristã é pascal e, por isso, para que possamos celebrar com júbilo o mistério da Ressurreição de Cristo, a Igreja nos proporciona o tempo litúrgico da Quaresma. O apelo principal que a Igreja nos faz, no tempo quaresmal, é o apelo à conversão, porque, por meio da Páscoa de Morte e Ressurreição, Jesus nos concedeu vida nova, a vida de filhos e filhas amados do Pai, e isso é motivo de profunda alegria. Nós recebemos o dom da salvação.

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À medida que, pela fé, acolhemos o dom da salvação que Jesus nos concedeu por Sua Páscoa de Morte e Ressurreição, vivemos o dom de uma vida nova, o compromisso com os valores do Reino de Deus, o compromisso com o amor, com a justiça, com o bem ao próximo, de modo a encaminharmos nossa vida, nossos passos para a eternidade em Deus.

Por isso, o tempo quaresmal é um tempo de preparação para celebrar a Páscoa do Cristo vivo, do Cristo ressuscitado, mas não é um tempo para tristeza, não é um tempo para se amarrar a cara, para ficar carrancudo. É um tempo, sim, penitencial, e a penitência é feita de práticas como jejum, oração e esmola. Essas práticas que nos são reportadas, já na Quarta-feira de Cinzas, são práticas penitenciais que nos ajudam a abrir o coração para a graça da conversão a Cristo Jesus.

Portanto, essas práticas penitenciais vividas de forma livre, e ao mesmo tempo comprometida com o apelo à conversão, ajudam-nos a abrir o coração para o dom da alegria. Alegria em amar a Deus sobre todas as coisas, alegria de amar a Deus no amor ao próximo.

Padre Wagner Ferreira, missionário da Comunidade Canção Nova

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