Ter filhos...

Quando não se conhece o futuro, ter filhos é uma loucura, não é?

Muitas pessoas se interrogam hoje em dia sobre esta questão. Chegamos mesmo a compreendê-los quando nos deparamos com os grandes problemas do nosso mundo: a crise econômica, o deterioramento ecológico, o subdesenvolvimento, etc…

Mas esta questão não se resume nisso. De uma certa forma, ter filhos é sempre uma loucura, é um salto no desconhecido. Será que vamos ser capazes de os educar, de lhes dar o necessário – material mas também espiritual – para viverem? Dar-nos-ão eles os meios de sermos felizes? E outras. Ora, de fato, estas interrogações voltam-se para nós mesmos. Seremos nós felizes? A nossa vida tem algum sentido? Se não, como poderemos dar a outros esta vida da qual nós próprios não gostamos?

Se dar a vida é sempre uma loucura, é também – e talvez acima de tudo – um ato de confiança. De confiança no homem que é capaz do melhor. De confiança na vida, e para o cristão, na Vida que é o próprio Deus. De fato, a partir do momento em que um homem e uma mulher dão origem a uma nova vida, o próprio Deus, está aí implicado. A partir desse instante esse novo ser é objeto da Sua atenção, do Seu amor.

Esta existência que começa não se limitará apenas a algumas dezenas de anos de sofrimentos e/ou alegrias. Ela é chamada a não ter fim. Ela é chamada a ser feliz por toda a eternidade.

O homem e a mulher dão a vida para a eternidade! Ora, se isto é verdadeiramente assim, dar a vida não é uma loucura: é o mais belo presente que podemos imaginar!

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