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Qual o papel evangelizador da família?

Num mundo onde o paganismo tem crescido, precisamos refletir sobre o papel da família na Igreja, na sociedade e no ambiente que esteja inserida.

Sabemos que, muitas vezes, a vida um é círculo vicioso e virtuoso. E, dependendo da evangelização dos pais, a qualidade de informações para os filhos pode ser melhor e mais frutífera. Para tal, começaremos enfatizando o matrimônio, ou seja, os casais que entendem a importância de viverem esse sacramento, que buscam santificar um ao outro para, juntos, encontrarem a salvação; além de construírem o relacionamento sobre bases sólidas, vivenciadas no modelo cristão. O casal é o pilar que dará sustentabilidade à família que educarão juntos. Quando entende que tem a missão de anunciar a Palavra de Deus até os confins da terra, entende que essa difusão começa para quem está ao seu lado. Casais que valorizam a fidelidade, igualdade e respeito mútuo pautado nos valores cristãos, proclamam, para quem está ao seu redor, uma evangelização silenciosa, porém eficaz.

Qual o papel evangelizador da família?

Foto ilustrativa: Bruno Marques/cancaonova.com

Descobrir o papel da família é essencial para a construção de uma sociedade mais justa, respeitosa e amorosa

O casal que aplica as verdades do evangelho em sua família; na educação, exemplifica os valores religiosos, sociais e morais. A família que se constrói é baseada na importância do matrimônio e do seu papel na procriação, mas acima de tudo, no papel de catequista que os pais devem exercer para ensinarem as verdades das escrituras, cumprindo a vocação de pais cristãos. A família ao mesmo tempo que é evangelizada, é evangelizadora, porque, com a mudança dos tempos, novas formas de comunicar a verdade perene tornam-se necessárias. Os esforços dos pais precisam ser maiores, porque o modelo educacional está gerando filhos questionadores, submetidos a uma sociedade laica.

Torna-se necessária uma iniciação cristã desde o ventre materno, onde possam receber a fé e o anuncio da salvação dentro do próprio lar. Para isso, os pais precisam ser exemplos de fé do Deus vivo e generoso que querem transmitir, porque, caso não haja coerência entre fala e ação, o efeito pode ser desastroso. Quando a família tem consciência de que vive num mundo o qual divulga valores anticristãos, mas tem consciência de que precisa evangelizar os seus membros e imitar a família de Nazaré, consegue fazer os filhos crescerem em sabedoria e graça. Essa família catequizada pode evangelizar o mundo só com o seu exemplo, além desses filhos saberem enfrentarem os ensinamentos da escola e do mundo que vão contra as suas crenças, obtendo um educação de forma progressiva até atingir a maturidade cristã. 

Intimidade com a Palavra de Deus

Só se pode falar daquilo ou de quem se conhece, portanto, o casal precisa ter um encontro com o Senhor, para poder anunciar- Lo não só à família, mas também à sociedade. É preciso formar pessoas nas Sagradas Escrituras, para que possam conhecer e transmitir o modo de ser cristão. Aprender quais são as exigências que precisam ser cumpridas com amor, pois, não servimos a um senhor autoritário, e sim a um Deus que só quer realizar o Seu plano de amor na vida de cada um.

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No interior de uma família que tem a consciência dessa missão, todos os seus membros evangelizam e são evangelizados. Assim sendo, a família cristã é a primeira comunidade chamada a anunciar o Evangelho à pessoa humana em crescimento e levá-la, por meio de uma catequese e educação progressiva, à plenitude da maturidade humana e cristã. O futuro da humanidade encontra-se no seio familiar a qual educa cidadãos integralmente ou desintegrados. É aqui que as crianças deveriam aprender a viver a fé.

Imitar a Sagrada Família

A família cristã procura imitar a família de Nazaré, para crescer em sabedoria e graça de Deus (cf. Lc 2, 40); fortalecer a fé, a esperança e o amor; criar espaço para a oração e o diálogo; além da fraternidade acontecer a fim de que a dignidade de todos sejam respeitada. Aqui se aprende a fazer uma sociedade melhor, pois nenhum país pode pensar em melhorar o seu índice de qualidade, se não repensar sobre a educação de seus futuros cidadãos.

Portanto, esse texto busca mostrar a importância dos esposos evangelizarem um ao outro, como consequência terão condições de evangelizar os seus filhos. E, famílias maduras na fé podem a transmitir àqueles que estão ao seu redor, criando grupos com ardor missionários em busca de novos métodos que possam transformar a transmissão da fé, justamente numa sociedade que, ao longo de tempo, foi desidratada nesse dom. Sabemos que não é fácil, mas é preciso lutar contra a maré, pois, a primeira missão de uma lar cristão é transmitir a fé para os seus e, juntos, transmitirem para o mundo.


Ângela Abdo

Mestre em Ciências Contábeis pela Fucape, pós-graduada em Gestão de Pessoas pela FGV, Gestão de Pessoas pela Faesa, graduada em Serviço Social pela Ufes e psicanalista. Consultora e Executiva na área de RH e empresa hospitalar. Foi coordenadora do grupo fundador do Movimento Mães que Oram pelos Filhos da Paróquia São Camilo de Lellis, em Vitória (ES) e do grupo de Amigos da Canção Nova de Vitória. Atualmente, é coordenadora nacional e internacional do Movimento Mães que Oram pelos Filhos. Escritora dos livros “La Salette, o grito de uma Mãe!” (2018), “Superação x Rejeição: Aprendendo a ser livre” (2017), “Ser Mulher À Luz da Bíblia: Porque Deus Pode Tudo!” (2016) e “Mães que Oram pelos Filhos” (2016). Participa do programa “Papo de Mãe que Ora”, no canal Mães que Oram pelos Filhos Oficial, e do “Mães que Oram pelos Filhos”, na Rádio América.  

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